Continuando a série da cobertura da 5ª edição do Mondial de lá Bière: um evento não se faz sem o público. E, mais uma vez, o evento garantiu muita diversão, música e, é claro, excelentes cervejas. O que mais chama atenção ano a ano é como ele se faz eclético, aberto a todos: com famílias que empurravam seus carrinhos ou com crianças um pouco mais crescidas que se acabavam brincando perto do elefante gigante da Delirium Tremens.

Os beer geeks não são maioria. Acabam sendo mais um neste grupo eclético que quer conhecer mais a Cultura Cervejeira, seja bebendo ou comprando diversos artigos que vão desde groulers a camisas, e, é claro, copos. Os copos são uma paixão dos cervejeiros.

Elefante gigante da Delirium Tremens

Mas vamos voltar ao público: este foi ano das mulheres. Sim, elas dominaram o evento, seja com uma amiga ou em grupos, e sabiam muito bem o que queriam beber. Entrevistei um grupo de amigas que compareceram juntas ao evento pelo segundo ano consecutivo e perguntei sobre a preferência em relação à bebida: “Em primeiro lugar cerveja. Nossos gostos são bem variados: gostamos de cerveja torradas, lembrando café e chocolate, barley wine, IPA. Gostamos de tudo”, disse Ellen Gáudio.

Se, no primeiro ano de Mondial, os estilos não estavam na ponta da língua do visitante, neste ano a maioria já sabia o que queria beber, e assim foi procurando provar de estande a estande. As cervejarias investiram no estilo sour, uma novidade que chamou a atenção e agradou muita gente, pela refrescância e o toque ácido. As witbier continuam agradando muita gente, mas o estilo ainda mais badalado foram as IPAs e suas variações.

“Este foi ano das mulheres. Sim, elas dominaram o evento”

Além de cariocas, o evento estava repleto de pessoas que se programaram para passar o feriado, e vi muitas pessoas de São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Curitiba. Para a curitibana Carol Hubner, que participa do evento desde a sua primeira edição, “a cerveja mudou e, hoje, vemos outras características, não só o lúpulo, mas outros elementos, como frutas e condimentos” estão sendo utilizados.

Um outro consenso, de acordo com o público foi a excelente infraestrutura. Apesar do calor que estava fazendo no Rio, o ar amenizou a temperatura para todos. “No quesito cerveja, está sensacional”, diz Marcelo Fontenele, que adorou a abertura para pequenas cervejarias. Segundo Fontenele, isso deu a oportunidade para provar “muita coisa nova”.

Outro destaque do evento foi a ótima infraestrutura

De uma forma geral, o público estava a fim de provar as novidades, seja de cervejarias que já estão consolidadas no mercado, como as menos conhecidas. Mas existe sempre aquela sua cerveja preferida que, não importa o quanto o mercado mude,  está consolidada no coração. De uma forma geral, a palavra principal era se divertir. O mundo da espuma é assim: democrático e sempre aberto ao novo.

Que venha o próximo ano.

Brinde da Coluna

Estou bebendo a cerveja St. Bernardus Christmas Ale, uma Belgian Dark Strong Ale, com 10 % de graduação alcoólica, uma cerveja de coloração castanho escuro, com uma excelente formação de espuma, com aromas que remetem ao um toffe caramelo e frutas secas. Na boca o destaque é o dulçor e o leve amargor do malte torrado e do lúpulo. Uma cerveja encorpada, levemente licorosa. Harmoniza muito bem com sobremesas de chocolate.

Cervejaria – Brouwerij St. Bernardus

Cerveja – St. Bernardus Christmas Ale

ABV – 10%

 

Cheers, Prost, Saúde!!!

Texto: José Honorato
José Honorato  tem 20 anos de experiência como sommelier, formado como Beer Sommelier pelo SENAC-RJ /Doemens Academy. Economista e historiador de formação, ele é consultor em gastronomia e é docente do SENAC-RJ.
Contato – honoratobeersommelier@gmail.com
Facebook – https://www.facebook.com/jose.honorato.568

 

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