Chef do Sal Gastronomia, Henrique Fogaça viu o número de clientes do seu restaurante aumentar após sua aparição como jurado da primeira temporada do MasterChef Brasil: “O Sal sempre teve um público muito bom, um número regular de clientes, inclusive com filas de espera. Agora nós percebemos que a fila de espera aumentou um pouco”, afirma Fogaça.

Em entrevista para a INFOOD, o chef disse que a segunda temporada do reality culinário da Band tem tudo para ser ainda melhor do que a primeira: “A primeira (temporada) foi nossa estreia, houve um investimento muito grande da Band, mas ainda assim havia a dúvida. Como a primeira edição foi um sucesso de audiência, a segunda tende a ser ainda melhor. Novas viagens, novas provas, novos desafios. Será bem interessante”, completa.

 

INFOOD –  Henrique, a primeira temporada do MasterChef Brasil foi considerada um grande acerto da Band, ganhando elogios, principalmente, pela escolha do trio de jurados. Como é o seu convívio com o Jacquin e a Paola?

HENRIQUE FOGAÇA – É muito bom trabalhar com eles. Temos perfis diferentes, até por isso acho que o programa é um sucesso. Mas nosso dia a dia é bem tranquilo, bem descontraído.

 

INFOOD – Após a primeira temporada do reality, houve uma mudança significativa no número de clientes do Sal? Muita gente vem falar contigo sobre o programa?

FOGAÇA – O número de clientes aumentou, sem dúvida. O Sal sempre teve um público muito bom, um número regular de clientes, inclusive com filas de espera. Agora nós percebemos que a fila de espera aumentou um pouco. Acho que pela questão da curiosidade de querer conhecer a comida, querer uma foto, conversar um pouco, nem que rapidamente. Na rua mesmo, várias vezes, o pessoal grita “MasterChef, MasterChef”. Acho muito legal como o programa mexe com as pessoas.

 

INFOOD – Quais são as suas expectativas para a segunda temporada do programa?  

FOGAÇA – Tem tudo para ser ainda melhor do que a primeira. A primeira foi nossa estreia, houve um investimento muito grande da Band, mas ainda assim havia a dúvida. Como a primeira edição foi um sucesso de audiência, a segunda tende a ser ainda melhor. Novas viagens, novas provas, novos desafios. Será bem interessante.

 

INFOOD – De que forma o programa MasterChef pode contribuir para a difusão da gastronomia no país? Esses programas gastronônicos mais atrapalham- por glamourizar a profissão de chef – ou ajudam a defender o profissional da área?

FOGAÇA – Comida sempre foi um atrativo, todo mundo come e gosta de comer bem. Como dono de restaurante, eu posso dizer que o brasileiro é muito exigente quando o assunto é comida. Os realities aproximam o público da realidade do nosso dia a dia na cozinha. Cozinha é pressão, é correria, é paixão. Acho positivo para nós, chefs, pois mostra que não é fácil, mas ao mesmo tempo, que é uma profissão muito bonita. Não acho que torna uma profissão glamorosa, pelo contrário. Os programas mostram a realidade, mostram a dificuldade que é cozinhar bem e ter que correr contra o tempo para tudo dar certo.

 

INFOOD – Como você avalia a gastronomia no país?

FOGAÇA – Acho que a gastronomia brasileira está entre as melhores do mundo. Não ficamos atrás de nenhuma. Temos uma infinidade de sabores que, quando combinados, não podem ser encontrados em nenhum outro lugar no mundo. Além disso, o tamanho do Brasil e a diversidade cultural que temos também é um diferencial. A cultura gastronômica do sul é completamente diferente da cultura gastronômica do nordeste. É como se a gente tivesse vários países em um único.

 

INFOOD – Qual é a importância da formação acadêmica na carreira de um cozinheiro? A prática acaba sendo o que mais conta? Você pode nos contar um pouco da sua experiência?

FOGAÇA – Acho fundamental. Claro que a prática também é importantíssima, até porque cozinha é repetição, mas a teoria é importante. Há muitas técnicas que você aprende já no curso e que podem ser levadas para a cozinha. Eu acredito nos dois juntos, teoria e prática, com peso igual. Eu, por exemplo, sempre fui muito autodidata. Gosto de estudar, gosto de perguntar, corro atrás de aprender novas técnicas.

 

17247302370_737fca4526_k“Acho que a gastronomia brasileira está entre as melhores do mundo. Não ficamos atrás de nenhuma”

Por Vinícius Andrade


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Todo cozinheiro precisa saber fazer sobremesa ?

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