A pergunta que mais chegou aos ouvidos do exigente e carismático Erick Jacquin era sobre quando começaria a segunda temporada do MasterChef Brasil. O programa – que estreia nesta terça (19) – fez com que o chef passasse a ser conhecido por um público maior, que foi conquistado pela fala sempre acompanhada de sotaque francês.

Erick Jacquin, em entrevista para a INFOOD, contou sobre o seu convívio com os outros jurados, falou sobre as expectativas para a nova temporada e deu pitacos sobre a gastronomia brasileira e a formação gastronômica: “A melhor escola ainda é a parte prática dentro de um restaurante, ao lado de um bom chef que pode passar a sabedoria”, disse Jacquin.

 

INFOOD – Jacquin, a primeira temporada do MasterChef Brasil foi considerada um grande acerto da Band, ganhando elogios, principalmente pela escolha do trio de jurados. Como é o seu convívio com o Fogaça e a Paola?

ERICK JACQUIN – Muito bom. A gente aprendeu a se conhecer, a trabalhar juntos todos os dias e a tomar as decisões certas, o mais honesto possível com os competidores. Cada um tem sua visão, suas origens. Eu acho que foi um belo complemento profissional.

 

INFOOD – O que mudou após a primeira temporada do reality? Muita gente vem falar contigo sobre o programa?

JACQUIN – Depois da primeira temporada, a grande pergunta do público para mim foi: “ E, aí, chef, quando começa a segunda temporada? Eu amei”. Muita gente vem falar comigo, hoje sou conhecido por outro público bem maior, muito bom!

 

INFOOD – Quais são as suas expectativas para a segunda temporada do programa? Podemos esperar muitas broncas do Jacquin?

JACQUINEu nunca dei bronca. No final, quem decide é meu paladar, meu nariz e meus olhos. Eu tento deixar meu coração na entrada da cozinha, no camarim. E não é fácil.

 

INFOOD – Qual é a melhor parte de ser um dos jurados do programa?

JACQUIN – Não tem um momento melhor do que outro. Pode ser o dia ou todos os competidores conseguem cozinhar muito bem com profissionalismo, sabor e de escolher a pessoa que vai deixar o programa dentro dos melhores.

 

INFOOD – De que forma o programa MasterChef pode contribuir para a difusão da gastronomia no país? Esses programas gastronônicos mais atrapalham- por glamourizar a profissão de chef – ou ajudam a defender o profissional da área?

JACQUIN – Primeiro, os competidores não são chefs e ninguém pretende que eles sejam. O MasterChef é um reality show culinário destinado a amadores. Não se compara aos profissionais, mas ele pode ser a sombra da cozinha de um restaurante com nossa presença.

 

INFOOD – Como você avalia a gastronomia no país?

JACQUIN – Eu não sou ninguém para avaliar a gastronomia no país. A única coisa que sei é que, cada vez que estou viajando, eu como bem. Em qualquer canto do Brasil há coisas boas para degustar. É surpreendente.

 

INFOOD – Qual é a importância da formação acadêmica na carreira de um cozinheiro? A prática acaba sendo o que mais conta?

JACQUIN – No meu tempo não tinha informação acadêmica para cozinheiro. Não existia a faculdade. Estávamos mais focados na prática, mas a profissão teve uma grande evolução, que seja de materiais à disposição dentro das cozinhas, grande modernismo e uma cozinha mais saudável. A exigência dos clientes de hoje. Então tudo é diferente, mas ainda a melhor escola é a parte prática dentro de um restaurante ao lado de um bom chef que pode passar a sabedoria. Precisa saber aproveitar. 

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Por Vinícius Andrade

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Todo cozinheiro precisa saber fazer sobremesa ?

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