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Você sabe como definir comida barata?

No último sábado, dia 11, houve um bate-papo sobre comida boa e barata em São Paulo no teatro Eva Herz, localizado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. A conversa foi promovida pela CBN e pela Folha de S.Paulo, contando com as opiniões do jornalista André Barcinski, do crítico Josimar Melo e do chef Marcelo Bastos, e sendo mediada por Luiza Fecarotta, editora do caderno “Comida” da Folha e Fabíola Cidral, âncora do CBN São Paulo.

Nos minutos iniciais, Josimar Melo deu sua definição para uma comida barata: “é aquela que, na hora de pagar a conta, você acha que a experiência foi barata para o prazer que a comida te deu”. O crítico da Folha ainda disse que é preciso sempre pensar em qualidade: “é um investimento para a sua felicidade, algo barato e ruim também torna-se caro”.

André Barcinski, autor do livro “O Guia da Culinária Ogra”, que mapeia 195 restaurantes na cidade e indica opções “que não estão nos principais guias”. disse que “muitos restaurantes não têm nem placa”.

Para Marcelo Bastos, chef do restaurante Jiquitaia, fazer uma comida boa por um preço honesto é tarefa nada fácil, ainda mais em um lugar como São Paulo, onde as coisas são caras. Ao contar sua experiência com o Jiquitaia, ele disse que cortou o supérfluo e gastos com valet, hostess e sommelier.

O restaurante produz 3500 refeições por mês, com onze funcionários. Com um cardápio enxuto, a casa possui preços que variam de 29 a 59 reais por uma refeição.

Ao comentar a redução de gastos que diversos restaurantes fazem em seu serviço, Josimar Melo disse que essa não é uma coisa bem aceita pelo paulistano. Para ele, o público tem uma visão distorcida de todo o processo. “Na França, os restaurantes mais econômicos possuem um garçom para 12 mesas. Aqui no Brasil, se não tiver um garçom para 3 meses, as pessoas já ficam bravas” disse Melo.

Durante o bate-papo, os convidados indicaram algumas opções que, segundo eles, são boas e baratas, como o Le Jazz, a Casa Garabed e o Mocotó. Todos eles também concordaram que o melhor jeito de se descobrir bons restaurantes é andar, perguntar e olhar as pessoas.

Em meio a tantas análises superficiais acerca da questão do “preço justo”, o bate-papo de sábado foi importantíssimo para esclarecer a questão de se comer bem e por um preço honesto, levando em consideração o lado do cliente e o do dono de restaurante.

 

Texto: Vinícius Andrade

Imagem: Flávia Avigo

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