Infood promoveu o concurso cultural Mocotó Infood. Os participantes tiveram que enviar por email um texto contando como foi que eles começaram a trabalhar na cozinha.

Como premiação, cada vencedor ganharia um exemplar do livro do chef Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó.

Depois de nossa equipe analisar cada um dos textos recebidos, 03 textos foram selecionados como os melhores, e que, portanto, irão ganhar o prêmio, que é justamente um exemplar do livro ‘Mocotó o pai, o filho e o restaurante’, da Editora Melhoramentos.

O livro do Mocotó que os três vencedores irão receber

Confira abaixo os textos escolhidos, bem como o nome dos vencedores.

 Vencedora – Texto 01

Durante boa parte da minha vida, trabalhei na área financeira. Isso até 2012, quando tive um acidente no trabalho e precisei passar por uma cirurgia delicada. Fiquei 45 dias sem colocar o pé direito no chão, e o que me restou como companhia foi a TV. Nesse período, eu pegava o controle, e sempre os programas que mais me interessavam eram os de gastronomia. Isso acabou virando uma rotina e ficou sendo minha terapia, já que na maioria das vezes, eu ficava sozinha em casa. Quando me dei conta, eu já estava tomada pela emoção da cozinha.  A cada novo programa, a cada nova descoberta de pratos e técnica, a vontade de fazer parte desse universo só aumentava. Com isso, veio a certeza de que, quando minha saúde estivesse recuperada faria um curso, eu queria viver esse mundo. Foi o que fiz. Me inscrevi no SENAC, participei das etapas de seleção e fui aprovada! Foram os 8 meses mais felizes da minha vida. Nunca faltei a uma aula, nunca cheguei atrasada…Ali veio a certeza de ter feito a escolha certa e que, pela primeira vez na minha vida, eu estava completamente feliz e realizada profissionalmente.” – Daniela de Jesus Souza

 Daniela de Jesus Souza

Vencedor – Texto 02

Natural do Ceará, da cidade de Iguatú, vim pra São Paulo em 1999 , onde moro até hoje. Atualmente trabalho num hotel, como cozinheiro. Sou formado em técnico de cozinha pelo SENAC Santos , e fiz cozinha brasileira pelo SENAC Águas de São Pedro. Estava fazendo faculdade de gastronomia, mais tranquei nesse segundo semestre por motivos pessoais .

Minha vida na cozinha começou quando eu tinha 20 anos de idade, no mesmo hotel que trabalho até hoje. Fui contratado para trabalhar na limpeza da cozinha, lavando louça e limpando chão. Aprendi muito com esse tipo de trabalho. Sempre fui uma pessoa muito dedicada ao trabalho e sempre comprometido com as minhas responsabilidades. Com o passar do tempo, vi que era hora de mudar. Era hora de aprender algo novo, algo que eu já estava trabalhando dentro de mim. Toda panela que vinha com resíduo de alimento ou molho para eu lavar, eu sempre passava o dedo para lamber… e aquilo começou a dar um novo sentido na minha vida.  Foi quando eu percebi que poderia conhecer um novo mundo , um mudo mágico da cozinha. Então resolvi fazer um curso de cozinha. Foi a melhor decisão da minha vida! Depois de três meses, terminei o curso. Realmente não havia mais nenhuma duvida que eu queria ser cozinheiro.

Mesmo assim, continuei lavado panela até que o chef de cozinha me ofereceu uma vaga de ajudante de cozinha, no dia do meu aniversário. Foi o melhor presente que ganhei. Trabalhei de ajudante por 4 anos , depois fui promovido a terceiro cozinheiro , onde fiquei mais três anos. Após, fui promovido a segundo cozinheiro, onde fiquei mais dois anos, para depois ser promovido a primeiro cozinheiro, por mais dois anos. E, em 2017, fui promovido a chef de partida. Com muita alegria, trabalho, dedicação e paciência. Ainda não é fácil ter essa profissão, mas quando estou na cozinha, tudo se transforma em alegria. Eu sei que tenho muito para aprender. Vou vivendo um dia de cada vez, com uma vontade de sempre aprender algo novo, todos os dias, em busca da perfeição.” – Manoel Barbosa de Lima

Manoel Barbosa de Lima

Vencedor – Texto 03

“A cozinha entrou na minha vida de forma natural. Eu acompanhava minha avó Olivia, portuguesa e quituteira de mão cheia, fazendo os almoços de domingo onde todos se reuniam. Minha mãe, Rosa Maria, além de cozinhar para a família, também vendia seus bolos, tortas e a tradicional maniçoba paraense, como forma de complementar a renda.

Nos aromas e sabores de cozinha familiar, fui desenvolvendo o amor pela gastronomia, primeiro cozinhando para os amigos informalmente, posteriormente, fornecendo pães e salgados para lanchonetes.

Mas foi depois que mudei de cidade e sai do meu emprego, que decidi me dedicar integralmente à gastronomia. Estou cursando pós-graduação em gastronomia pela FANOR.

Hoje atendo num quintal charmoso, o “Meu Quintal”, um espaço colaborativo onde sirvo crepes, panquecas, cafés, bolos e tortas, e tenho também uma bike café, uma cafeteria sobre rodas com cafés especiais e comidinhas, que circula pelas feiras da cidade.

Ver as pessoas felizes e satisfeitas ao comerem a comida que eu preparo me realiza e me desafia a querer oferecer sempre o melhor! – Silvio da Silva Lopes

Silvio da Silva Lopes

Parabéns à Daniela, Manoel e Silvio!

Agradecemos a participação de todos, e em breve iremos realizar mais um concurso! Aguardem!

 

 

Por Redação

 

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