O Bocuse d’Or, o mais importante concurso de gastronomia do mundo, é considerado como as Olimpíadas dos cozinheiros. Foi a primeira competição em que os candidatos prepararam seus pratos ao vivo, na frente dos jurados e da plateia. Foi realizado pela primeira vez em 1987, em Lyon, e teve como seu idealizador o grande chef Paul Bocuse.

A seletiva brasileira aconteceu pela primeira vez no Brasil no ano de 2015, no Rio de Janeiro. E durante o Sirha 2018, que acontece de 14 a 16 de março no São Paulo Expo, se dará mais uma seletiva brasileira.

Giovanna Grossi, presidente do Comitê Bocuse d’Or

Quatro candidatos brasileiros que irão competir entre si, e o vencedor irá representar o Brasil enfrentando líderes da América Central e da América do Sul, além de líderes dos Estados Unidos e do Canadá durante a seleção continental Bocuse d’Or Américas, que serão realizadas na Cidade do México nos dias 12 e 13 de abril de 2018. Esta etapa será crucial antes da final do Bocuse d’Or em Lyon em janeiro de 2019. Os líderes selecionados para o Bocuse d’Or brasileiro terão que competir em técnica e criatividade durante um evento intenso que durará 5 horas e 35 minutos, e serão ajudados por seus auxiliares.

Chef Laurent Suaudeau

Como presidente do Comitê Bocuse d’Or está a jovem Giovana Grossi, que assumiu o posto antes ocupado pelo chef Laurent Suaudeau. Para auxiliá-la neste trabalho, ela convocou consagrados chefs de todo o Brasil para comporem o Comitê Bocuse d’Or Brasil: Bel Coelho, Geovane Carneiro, Guga Rocha, Ivan Ralston, Onildo Rocha e Thomas Troisgros.

Giovanna cuida de toda a organização, e ela, juntamente com o Comitê, são responsáveis pelo treinamento do candidato brasileiro que irá representar o país nas edições internacionais. Para ela, “passar de candidata para presidente é algo completamente diferente, mas tão difícil quanto.”

Luiz Filipe de Azevedo e Souza

Os temas são: uma paleta de porco mangalitsa (da Hungria) e salmão. A melhor posição que o Brasil teve foi no passado o Brasil, com a própriaGiovanna, ficou em 15º lugar em Lyon Brasil. De acordo com o chef Laurent Suaudeau, o nosso país tem chance de melhorar de posição. “Só não sei quando, porque é um processo muito demorado, e que não depende só da capacidade do candidato. Tem muitas outras coisas em jogo. O Brasil tem muita competência individual. Agora, o que falta é o apoio.”

Danilo Takigawa

Os competidores da seletiva brasileira são: Danilo Takigawa, Luiz Filipe de Azevedo e Souza, Marcelo Milani e Ricardo Dornelles. Dentre as muitas dificuldades da competição, os candidatos apontam as principais. Para Ricardo Dornelles, que é docente da Faculdade Senac Porto Alegre, “o pior é lidar com o público, já que fica muita gente na frente do seu box. E também é difícil servir a minha comida para os chefs que eu admiro.” Já Luiz Filipe Souza, chef do restaurante Evvai, acredita que “o Bocuse d’Or é uma competição contra você mesmo. O diferencial é ter disciplina e ficar atento ao cronômetro. O tempo é a maior dificuldade.”

Marcelo Milani

Todos já estão se preparando para o tão esperado dia. “Assim que acaba uma etapa, você já começa a pensar e se preparar para a próxima”, conta Marcelo Milani.

Ricardo Dornelles

Inscrições abertas para o evento

E o Sirha São Paulo já está com as inscrições abertas. Para fazer o credenciamento, clique no link abaixo.

https://regtron.websiteseguro.com/credenciamentooficial/fagga/prelogin/SIRHASP2018/pt/

 

SIRHA SÃO PAULO 2018

14 a 16 de março
São Paulo Expo
http://sirha-saopaulo.com/

 

Por Redação

Fotos: Heverton Leal

 

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