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Chegamos à fase da obra, da reforma do restaurante. O gerenciamento da obra será um dos pontos mais importantes para se garantir o sucesso no cronograma de lançamento do seu restaurante. Invista tempo, acompanhe de forma rotineira, mas tenha certeza que os imprevistos acontecem em projetos deste tamanho.

A opção do uso de um imóvel que não era um restaurante já prevê uma grande adaptação, e quando se adapta um imóvel para um outro uso, o trabalho do arquiteto é fundamental. Ele vai garantir o melhor aproveitamento da casa, mas também temos a certeza de estarmos diante de uma grande reforma.

No restaurante Let’s Go Light, os dois sócios, Maurício Bakhos e Walter Santos fizeram uma boa avaliação do imóvel, mas é impossível prever todos os problemas de uma casa até que se comece o processo de obra. Nesta fase do projeto, o empreiteiro e sua equipe são os responsáveis em materializar  o projeto da empresa de arquitetura.

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O objetivo dos sócios era comprar um projeto e receber seu restaurante. “Foi frustrante, pois planejamos tudo. Nós compramos um projeto que previa o prazo de 6 meses para colocar o restaurante em operação, com um cronograma de 2 meses de obra e um mês de treinamento, mas o prazo acabou sendo muito maior”, conta Walter.

Atrasos nos prazos – esta é a realidade dos serviços no nosso país. Diversos problemas levaram os sócios a acompanharem diretamente o gerenciamento de sua obra. No final do trabalho, a empreiteira abandonou o projeto, obrigando Walter e Maurício a contratar os serviço avulsos de profissionais.

Some-se a isto dois grandes temporais na cidade de São Paulo. No primeiro, um grave problema no telhado se refletiu no alagamento de uma das áreas do restaurante. E no segundo temporal, foi a parte da frente do imóvel que sofreu com a entrada de água, colocando em risco móveis e também o acabamento já finalizado da obra.

Trabalhar com obra ou reforma no Brasil é gerenciar uma mão de obra complexa, com um grande número de fornecedores. É importante que a empresa de arquitetura e o empreiteiro tenham atuação ativa no processo, mas o papel dos sócios foi fundamental para a conclusão dos trabalhos.

Esta é a 5ª matéria de um especial feito em oito partes, que acompanha o lançamento de um restaurante desde o seu início. Até agora já falamos de como surgiu a ideia, de como foi planejado o cardápio, da dificuldade na busca pelo  imóvel e do projeto arquitetônico da cozinha . Nesta semana, vamos mostrar todas as dificuldades na gestão da obra da reforma do restaurante e seu impacto no cronograma de lançamento do restaurante.

 

A gestão da obra da reforma do restaurante   – 5ª etapa da série

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Os sócios acreditavam que a busca pelo imóvel tinha sido a fase mais difícil do projeto, mas a obra da reforma do imóvel transformou-se num processo complexo e demorado, que afetou os prazos para a inauguração da loja. Durante este período, os equipamento de cozinha também foram instalados, um momento de grande cuidado e, em especial, de acompanhamento constante dos sócios e do chef consultor.

Os sócios ajudam a gerenciar a obra

Os sócios não tinham um orçamento claro da obra, da reforma, pois era impossível prever tudo que deveria ser feito. Havia um plano original de orçamento: “Até então nossa ideia era ficar num valor de investimento, nosso orçamento. Mas tudo teve que ser revisto” afirma Walter.

O  problema maior para quem está empreendendo são os atrasos no cronograma, mas a experiência com a obra deu a Maurício o entendimento que existe um tempo mínimo para se realizar um projeto deste porte: “Quando a gente estava fora do projeto, quando ele estava só na nossa cabeça, a ideia era abrir em agosto/2015. Depois prorrogamos para outubro/2015, pois achávamos  que a obra era um processo muito simples. Com a experiência que temos hoje, eu entendo que é muito difícil montar um restaurante  como o nosso num prazo inferior a 1 ano”.

Fachada do imóvel

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Infelizmente, a realidade da carência dos serviços no Brasil é mais dura do que podem prever os planos, e fez os sócios reverem os cronogramas diversas vezes em função do difícil relacionamento com fornecedores. “Os problemas no gerenciamento da obra foram algo muito difícil. Eu saia do imóvel num domingo às 10 da noite entendendo que estava quase tudo pronto, e na segunda eu percebia que ainda faltava muito. Ficamos reféns dos fornecedores, de suas agendas, de seus horários, que nunca coincidem com nossas necessidades“, reclama Walter.

Maurício dá a receita para reduzir os problemas: “Apesar de não sermos arquitetos, ou de termos alguém gerenciado nossa obra, acompanhe a obra. Fique próximo. Procure saber de tudo. Procure acompanhar todas as etapas da sua obra. É duro perceber que o portão final que escolhemos é lindo, mas não é funcional. Ele não veda a água e a chuva entra pelos espaços do portão. Um problema para um restaurante. O ideal para nós era uma solução fechada“.

Lidar com o atraso e com a falta de capacitação da mão de obra acabou irritando os sócios. “Eu paguei por um serviço pronto, e não recebi isto. É duro perceber que o eletricista não sabe ler a planta. Na fase final da obra descubro que os pontos de eletricidade da casa não me atendem. Isto aconteceu por conta da incapacidade do eletricista em ler a planta para finalizar seu trabalho. Será que tenho que saber isto? Não, mas você vai acabar aprendendo um pouco durante a obra“, argumenta Walter.

É fato que toda reforma esconde um risco, pois é impossível avaliar os problemas que podem acontecer. A infiltração com uma grande chuva foi um destes. Um problema na laje que os sócios gostariam de ter evitado. O serviço acaba coberto no orçamento, mas há gasto com materiais e, muitas vezes, a irritação dos sócios é apenas baseada na necessidade de se mudar o cronograma de obras, atrasando a inauguração. “O duro é ver clientes entrando e perguntando  se o restaurante já está aberto. Você sabe  que são só 10 pessoas, mas se já estivesse aberto, seria o faturamento de dez pessoas. Eu não via a hora de virar a chave e ver o restaurante funcionando. Eu precisava chegar neste ponto” desabafa Walter.

Importante lembrar que estamos falando de um restaurante que conta com uma cozinha estruturada. Os sócios nos relataram que, antes mesmo da casa abrir suas portas, o fornecedor de equipamentos de cozinha já havia sido chamado 3 vezes para ajustar os equipamentos. Isto também nos revela que alguns problemas só ficam claros no momento da operação, o que reforça a orientação de trabalharmos sempre com o modelo soft opening na inauguração de uma nova casa. Por mais que você esteja ansioso em abrir as portas,  tenha muito cuidado, pois a operação do imóvel e dos equipamentos podem revelar problemas.

Os cuidados com o cronograma da obra

É importante dividir os papeis. A empreiteira coordena pedreiro, pintores e eletricistas. O arquiteto coordena vidraceiro, marceneiros, azulejistas, paisagistas e fornecedores de coberturas,  tecidos e até de móveis. Numa obra como a do Let’s Go Light, é muita gente para sincronizar, sendo muito fácil haver falhas nos horários. E isto acaba afetando o cronograma, pois os trabalhos são interdependentes. Um atraso na marcenaria pode afetar o serviço do pintor. E o que seria o atraso de um dia pode se transformar em algo muito maior, caso o pintor não tenha uma outra janela de trabalho rapidamente.

Num projeto final, a medida que as etapas são entregues, empreiteiro e arquiteto acompanham o cliente para avaliar a entrega dos serviços e para avaliar se tudo está correto. É nesta hora que o trabalho de um arquiteto se faz notar.

Novamente, os sócios enfrentaram problemas com fornecedores. Alguém pode pensar em azar, mas o fato é que este é o acompanhamento real de um projeto, demonstrando que coisas assim podem acontecer com qualquer um. Você deve se preparar para vivenciar as operações da obra ou da reforma do seu restaurante diariamente, mesmo que você tenha empreiteiros e arquitetos. Não entendemos que um restaurante do porte do Let’s Go Light possa ser criado sem o apoio destes profissionais, mas é importante que fique claro que estamos falando de um trabalho de diversos profissionais com duas diferentes coordenações para atender os desejos dos sócios.

Imprevistos são parte do projeto. Os sócios não poderiam ter previsto as chuvas, mas pelo menos o problema aconteceu antes da operação da casa e, com isto, este risco ficou minimizado com os ajustes que foram feitos.

Na próxima semana, vamos falar da contratação do pessoal e do treinamento da equipe. Cada dia mais, o momento tão esperado pelos sócios, o da inauguração, está próximo.

Cozinha Quente

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Cozinha Fria

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Salão do Fundo

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Salão da frente

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Área de Higienização

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Serviço:
LET’S GO LIGHT
https://www.facebook.com/letsgolightrestaurante/
 Endereço – Rua Surubim nª 478  – Broklin – São Paulo

 

Por Redação

Fotos: Fernanda Moura

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