Muito se fala da baixa qualificação dos profissionais para a gastronomia e das dificuldades que restaurantes e empreendimentos no ramo têm para contratar. Ao olhar apenas para o curso de graduação na área, essa questão fica um pouco turva, já que a maior parte desses alunos almeja alcançar um dia a posição de sous chef e, posteriormente, o cargo de chef em um estabelecimento.

Porém, há um grupo de profissionais extremamente importantes no desenvolvimento das operações que não se enquadra nesse ponto. A escola da gastronomia até hoje foi a escola da pia, mas é preciso chamar atenção para os cursos técnicos, de formação continuada e até mesmo de organizações como a Gastromotiva, que têm trabalhado na capacitação profissional e são fundamentais para aumentar a qualidade da mão de obra do setor.

Como empresário, você pode e deve buscar opções para seus funcionários. Para transformar um bom ajudante em um confeiteiro, é preciso desenvolver as suas habilidades.

Será que você sabe escolher profissionais para a sua cozinha?

 

Quem já está fazendo isso

A INFOOD ouviu João Hoff, sócio da Rock Candy, que já emprega estagiários do curso de confeitaria do SENAI. “A gente tem uma parceria muito forte com o SENAI, que foi estabelecida desde o começo da empresa. Decidimos nos aproximar e deu muito certo” afirma Hoff, que acrescenta: “Eles (os alunos) fazem cursos técnicos em alimentos e acabam desenvolvendo uma técnica”.

Segundo o site do SENAI, o Curso Técnico de Alimentos tem por objetivo “habilitar profissionais para coordenar o desenvolvimento dos processos produtivos de alimentos seguros, avaliar a qualidade das matérias-primas, dos insumos e dos produtos alimentícios e garantir o funcionamento de máquinas, equipamentos e instrumentos, tendo em vista a produção para consumo humano e animal, de acordo com normas e legislações sanitárias, ambientais, de segurança no trabalho e da qualidade”.

 

Cursos de formação continuada

É possível encontrar diversos cursos interessantes nessa área, como o de garçom, o de auxiliar de cozinha e o de auxiliar de garçom. Os cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) do Senac têm a proposta de capacitar, aperfeiçoar e atualizar o aluno que tem pressa para entrar ou reingressar no mercado de trabalho.

Nas aulas, além dos conhecimentos técnicos, o estudante aprende a trabalhar em grupo e desenvolve capacidade crítica para acompanhar as mudanças tecnológicas. Ao final do curso, o aluno é estimulado a permanecer no Senac para dar continuidade aos estudos e desenvolver sua formação em cursos técnicos de nível médio.

Pode-se encontrar desde cursos básicos de grande importância, como “Higiene e Manipulação de Alimentos” até cursos mais complexos, como o de cozinheiro (que dura 816 horas).

É claro que existe uma distância entre as instituições de ensino e o dia-a-dia das operações nas cozinhas, mas, quanto mais o setor buscar a parceria com os centros de capacitação, mais teremos uma evolução na oferta de profissionais.

A empresa que investir na qualificação com um plano de carreira definido vai permitir que o profissional planeje seu futuro.

Você conhece a Gastromotiva?

A Gastromotiva é um instituição sem fins lucrativos que apoia a formação profissional: eles preparam o jovem para começar na pia, colocando de 80 a 90% de profissionais no mercado.

Isso poderia ser 100%.

O setor poderia abraçar a instituição, por exemplo, e garantir o aproveitamento de todos os formandos. É compreensível que alguns possam não estar bem preparados e que haja desistências, mas essa é uma forma de reverter o quadro da falta de qualificação no Brasil.

A formação de profissionais é um esforço do setor. Enquanto nos colocamos na posição de críticos dos cursos, não contribuímos em nada para o desenvolvimento da mão-de-obra nacional. O poder de um chef ou empresário é de dar a primeira chance, e isso pode ser feito com um estágio ou com um teste seletivo que considere esses profissionais que já estão no SENAI, SENAC ou Gastromotiva.

Segundo Ernani Gouvêa, um dos criadores da Gastromotiva, o alto índice de empregabilidade do projeto é justificado pela Gastromotiva conhecer o caminho que um profissional de cozinha dever trilhar: “conseguimos esses números porque existe esse buraco no mercado. O que acontece é o seguinte: as universidades formam chefs. Aí ele chega para trabalhar em um restaurante e dizem: ‘não, você não pode ser chef. Você vai começar lá na pia’. A gente treina o nosso aluno para que ele já comece lá na pia, porque a gente sabe que esse é o caminho”. 

É necessário, contudo, lembrar que a formação é contínua, sendo necessário criar uma cultura de constante aperfeiçoamento profissional.

 

Por Redação

Uma ideia sobre “Cursos capacitam profissionais para a gastronomia”

  1. Buenos días.
    Tienen previsto, en alguno de sus temas, la Ingeniería de la Cocina Industrial?

    Han pensado en la posibilidad de impartir 40/50 horas al semestre de éste tema?

    Los alumnos acaban la carrera con sus títulos, pero no saben, real y técnicamente, lo que es un diseño o proyecto de una cocina. Lo que si saben, es que cierran mas de 30.000 locales de restauración cada año. Un importante porcentaje de esos negocios, no tenía un proyecto de las cocinas. Si tenían de Decoración y de Arquitectura, pero ninguna de esas dos especialidades sabe diseñar una cocina y utilizan los diseños de las marcas, que les hacen el proyecto con las máquinas que fabrican, no con las que necesita, realmente cada proyecto.

    Estaría encantado de ejercer de coash en tan apasionante temario.

    He ejercido de coash y profesor, en muchas Empresas y Escuelas de Hostelería, desde hace mas de 20 años. y puedo facilitarles infinidad de referencias.

    Gracias por su atención y disculpen la longitud de mi escrito. Creo que es un tema que no se puede definir en menos tiempo y espacio.
    Saludos.
    http://www.nueva-forma.es
    647837865

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