A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) divulgou, durante a Fispal, os números de pesquisa sobre a alimentação fora do lar no 1º trimestre de 2017, apontando a retomada do crescimento.

E a boa notícia é que agora são dois trimestres consecutivos com melhoras nos indicadores. De acordo com Paulo Solmucci Júnior, presidente executivo da Abrasel, “o pior já passou. Nós estamos vindo de 8 trimestres com índices caindo e atingimos o pico de 39% das empresas realizando prejuízo. Este índice caiu para 33% no último trimestre de 2016, e agora chega em 31% nesta pesquisa”.

Aumento da Rentabilidade

O número de empresas que declaram ter rentabilidade superior a 10% – um percentual de referência de uma boa operação em tempos normais para a Abrasel – evoluiu nas últimas três edições da pesquisa. Passou de 14% no 3º trimestre de 2016, chegando em 17% no último trimestre de 2016, e agora em 18% no primeiro trimestre de 2017.

Ainda está longe de ser um padrão aceitável, pois a pesquisa revela que 82% das casas responderam que sua rentabilidade é inferior a 10%. Mas, sem dúvida, este é um destaque.  “O aumento da rentabilidade das empresas é a boa notícia do estudo. Um sinal de normalidade é quando a rentabilidade supera 10%, que é o que entendemos  com uma boa referência em tempos normais. E já temos 18% das empresas reportando rentabilidade acima de 10%” explica Paulo.

Redução das empresas realizando prejuízo

Na mesma linha positiva, o número de empresas realizando prejuízo continua reduzindo. Após atingir o pico de 39%, este indicador caiu para 33% no último trimestre de 2016 e agora, nesta nova pesquisa,  chega a 31%.

Esta queda continua, mas com menor intensidade, levando a Abrasel a rever a sua expectativa de final de ano em relação ao número de empresas fazendo prejuízo, que passa a ser uma em cada quatro (25%) ao final de 2017. O número ainda é muito elevado. Se considerarmos períodos de normalidade econômica, esse número gira em torno de 5%.

Um conjunto importante de empresas já conseguiu encontrar um caminho para sua recuperação. Revisamos a previsão, de uma em cada quatro empresas fazendo prejuízo. Um dado duro, mas positivo quando olhamos para a evolução” comenta o presidente, como mostra da recuperação.

Faturamento

O primeiro trimestre deste ano também aponta uma redução na queda do faturamento. Enquanto 2016 terminou com uma queda de 3,93% no faturamento das empresas do setor, os novos números  suavizam esta queda para 1,84%.

Tendência de redução do quadro de pessoal

Os três primeiros meses do ano também apresentaram uma suavização significativa na queda do quadro de pessoal. Comparando o primeiro trimestre de 2017 com o quarto trimestre de 2016, essa queda foi de 2,98%, com 40% das empresas apresentando redução no quadro. Quase metade das empresas (48%) conseguiu manter seu quadro de funcionários estável.

Em parte, este dado pode ser observado como uma busca do setor em ampliar a rentabilidade, com a redução de pessoal no empreendimento. Os modelos mais informais privilegiam a tendência que temos chamado de “simples”, e vem sendo adotado por muitos empresários do setor.

Redução das reclamações trabalhistas

A suavização  na queda do quadro de pessoal se reflete na queda das reclamações trabalhistas. Ao final do primeiro trimestre de 2017, 62% das empresas declararam não ter recebido nenhuma reclamação trabalhista, enquanto no comparativo entre 2016 e 2015, este percentual era de 57%.

Continuidade de negócios

Em relação à continuidade dos negócios, o número de empresários que prevê fechar as portas nos próximos 12 meses se manteve estável: 12%. As últimas duas rodadas da pesquisa trouxeram os menores índices da série histórica, iniciada em 2014, levando a crer que os empresários estão enxergando luz no fim da crise.

Os números apontam para uma maior maturidade dos negócios, que passa pelo aumento da rentabilidade apoiada por uma maior qualificação na gestão de custos.

Hoje, é importante observar todas as informações geradas na operação e transformar estes dados em informação na gestão dos empreendimentos.

 

Por Redação
Foto: Fernanda Moura

 

 

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Um professor na cozinha. Um cozinheiro em sala.

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