Queimar um prato é inaceitável. Mas pode acontecer, caso fique mais tempo do que deveria no fogo, gerando prejuízo e mudando o foco para o reparo.  Tratando-se de dívidas, o prato queimado, ainda tem solução.

Dívida é definida pelo dicionário como: “Dinheiro ou propriedade que uma pessoa é obrigada a pagar a outra”. Desde já está claro que não é solução, contudo, no mundo empresarial, pode ser uma estratégia planejada.

A dívida inclui dinheiro que é devido às empresas de cartões de crédito, dinheiro emprestado de familiares, financiamento de imóvel, empréstimos bancários e outras contas vencidas. Contas a vencer, como as contas de água, energia elétrica, telefone, aluguel, não são consideradas dívidas se forem pagas dentro do tempo previsto.

Juntamente com a dívida, vem também o aumento do estresse, que contribui para a fadiga emocional, mental e física. Alguns empresários elevam o padrão da empresa por meio da dívida apenas para descobrir que o peso dela acaba controlando sua vida. E com isso, o foco muda: corremos para recuperar o prejuízo e não mais para investir e crescer. Como diz uma frase de caminhão: “Devo. Então devo trabalhar!” Isso tem sido uma realidade para muitos empresários.

Antes de comprar algo assumindo dívidas, deve-se analisar se os benefícios a longo prazo terão mais valor do que a curto prazo.

  • O item comprado é um bem com potencial para valorizar ou produzir mais renda?
  • O valor do item equivale ou excede à quantia?
  • A dívida não deve ser tão alta a ponto de o pagamento mensal prejudicar o seu orçamento.

Geralmente, ao assumir uma dívida, supõe-se que haverá dinheiro suficiente para pagá-la mensalmente. Planejamos que o nosso trabalho ou nosso negócio continue e os investimentos sejam lucrativos. Mas, infelizmente, não sabemos o dia de amanhã ,de fato, é muito arriscado confiar nesta suposição. Imprevistos acontecem e o que eles não podem fazer é chegar como um elemento surpresa, por isso, ao planejar o orçamento, a verba para imprevistos já foi prevista.

Alguns passos para eliminar dívidas. Seguir esses passos requer trabalho duro:

  • Estabeleça um orçamento – ele ajuda a planejar com antecedência, analisar seus padrões de gastos e diminuir o gasto impulsivo.
  • Liste tudo o que você possui – avalie os seus bens para determinar se há alguma coisa que você não necessita e que possa ser vendido.
  • Liste tudo o que você deve – lista das dívidas, taxas de juros cobrados por cada credor, para determinar a sua situação financeira atual.
  • Estabeleça um plano de pagamento para cada credor
    • Elimine as dívidas pequenas – você ficará encorajado ao vê-las sendo eliminadas e liberará dinheiro para ser aplicado em outras dívidas. (Aplique o valor que você estaria pagando a dívida anterior para o pagamento da próxima que deseja eliminar).
    • Elimine as que têm juros mais altos
  • Procure o credor com uma proposta de negociação da dívida – geralmente assim, o acordo é mais acessível financeiramente, afinal, é quase impossível negociar com um credor que você tenta ignorar.
  • Considere ter uma renda adicional – decida antecipadamente pagar as dívidas com o ganho extra.
  • Não faça dívidas novas – volte a pagar à vista
    • Faça uma poupança para futuros imprevistos
  • Contente-se com o que você tem
  • Considere uma mudança radical no estilo de vida da empresa e dos empresários. Uns venderão o espaço físico e mudarão para um menor, outros venderão seus automóveis. Alguns sacrifícios temporários podem ajudar lá na frente.
  • Não desista – Você precisa:
    • Parar de gastar mais do que ganha:
    • Pagar os juros das dívidas
    • Pagar o dinheiro que tomou emprestado

 

Texto: * Homero Flávio Cordeiro Júnior é Consultor Financeiro, Professor de Finanças em TI, Engenheiro Eletrônico com MBA em Gestão Empresarial. Ele escreve para a INFOOD às sextas-feiras.

homero@financasplanejadas.com.br

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