icone_mao_de_obra_formacao_3Na busca por mão de obra qualificada, o Grupo Egeu, dono das marcas General Prime Burger, Kaá e Italy, e que tem 10 anos de existência, mais de 900 colaboradores e um fluxo mensal de mais de 140 mil pessoas em suas casas, sempre que possível, busca internamente um colaborador que esteja apto à vaga. Não existindo em seu quadro profissional com os requisitos necessários, é feita a divulgação da vaga em vários meios de comunicação, explica a gerente de Recursos Humanos do grupo, Patrícia Navarro.

Quando se trata da equipe de cozinha de um restaurante, todo cuidado é pouco, pois ali está o coração da empresa. A estrutura básica consiste no chef, subchefe, cozinheiros, auxiliares de cozinha e ajudantes.  Cada colaborador possui uma função específica e uma praça para atuação. É necessário criar um ambiente de trabalho organizado e ágil ao mesmo tempo, com uma equipe bem alinhada em todos os processos. É como uma linha de produção, tudo no tempo e medidas certas, garantindo a qualidade e apresentação dos pratos que precisam estar sempre impecáveis”, afirma Patrícia.

Ela afirma que a parte mais difícil de uma organização é encontrar mão de obra qualificada e pessoas apaixonadas pelo que fazem. Temos milhões de desempregados, mas poucos qualificados. Nos últimos anos, a gastronomia ganhou espaço na mídia através de programas de televisão, mas a realidade da operação vai além dos bastidores. Para trabalhar com gastronomia é preciso ter paixão.

Na experiência da gerente, “a rotatividade é extremamente alta em relação a outros segmentos, tendo como comparativo apenas o varejo e construção civil. O nosso índice de rotatividade gira em torno de 5% ao mês”. Então, para manter o bom colaborador,  é preciso um conjunto de fatores: “em primeiro lugar ter uma gestão adequada e alinhada aos interesses da empresa. É necessário ter transparência, ouvir e dar feedback, ter o perfil mapeado de cada colaborador para atuar de maneira individual, pois cada indivíduo é único. Essa tarefa não é fácil e depende também de fatores como plano de carreira e pacote de benefícios que a empresa oferece”, esclarece Patrícia.

O Grupo Egeu tem uma parceria com o CIEE e contrata aprendizes de cozinha que recebem qualificação através de cursos ministrados pela instituição. No que se refere aos salários, acredita-se que houve uma valorização em relação aos salários de cozinheiro, mas na média não são altos.

 

Por Redação
Foto: Taís Pinheiro

 

5 ideias sobre “É difícil encontrar mão de obra qualificada e pessoas apaixonadas pela gastronomia”

  1. Há razões para que o turn over seja gigantesco, nossa legislação atual é retrograda e, estimula essa rotatividade, a base salarial é muito baixa em relação a outros países inclusive aos do Mercosul, nossos pacotes de benefício são extremamente fracos, basicamente se oferece o que deveria ser obrigação, planos de carreira é algo inexistente, pouquíssimas empresas tem algum tipo de estímulo para que o profissional queira subir de cargo, as administrações são feitas à distância, pouco se ouve de quem está na linha de frente, olham-se números ao invés de se ouvir pessoas, a grande maioria dos restaurantes, mal conseguem fazer a troca de uniformes, que dirá estimular o funcionário a seguir as mais básicas normas de boas práticas ou treina-los para isso. Bem poderia aqui elencar mais de cem razões sobre turn over, mas, creio que basta ter um olhar mais apurado para entender que uma empresa é feita de pessoas, são elas que dão vida a “pessoa jurídica”. Enquanto empresários e administradores olharem apenas números, terão em suas mãos seu maior custo rotatividade de equipe.

  2. Me arranja uma vaga??? Eu acho que o que falta é oportunidades para as pessoas que se criaram na cozinha, ai bota Pessoas que estudaram pq tinham grana para isso,ai quando vão ver o dia à dia pipocam….

  3. Tener Duarte disse:

    Em contra peso é extremamente difícil um profissional qualificado encontra uma empresa que pague um salaril que o sustente.

  4. karim maroun saad disse:

    Montaria um restaurante especializado em comida arabe ou em frutos do mar tenho paixao e amo o que fasso.

  5. Renato Andrade disse:

    Moro na Itália e afirmo, por experiencia própria, aqui não é diferente. Por ser um setor muito estressante e mal remunerado, poucos se interessam.

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