O fast casual é um termo recente, que dominou os meios de comunicação e vem se tornando tendência nos Estados Unidos e no Brasil. No entanto, ainda faltam boas definições do conceito e a INFOOD foi atrás de referências veiculadas em alguns dos principais jornais, revistas e sites norte-americanos para definir esse novo modelo de negócio.

Podemos afirmar que o fast casual está relacionado a quatro pontos fundamentais: tipo de serviço, qualidade da comida, ambiente e preços do cardápio.  Ele é uma nova segmentação de mercado que se posiciona entre as redes de fast food e os restaurantes que oferecem um serviço completo, com mesas para os clientes sentarem. Afinal, o que é o fast casual?

De acordo com o co-fundador e diretor da Chilango Dan Houghton, “o fast casual é um restaurante que serve comida sem serviço de mesa, mas com comida de melhor qualidade e maior preço em relação ao fast food”. Andrew Hunter, presidente da Culinary Craft, acredita que os clientes se tornaram menos interessados nas tradicionais opções das redes de fast food, mas anda assim precisavam de algo para comer que fosse rápido e acessível.

Isso permitiu com que fossem criadas alternativas com mais qualidade e inovações no cardápio, o que a indústria logo apelidou de “fast casual”.

O desenvolvimento desse setor é algo impressionante: nos Estados Unidos, o setor teve um crescimento de 550% desde 1999, dez vezes maior em relação ao crescimento da indústria de fast food durante o mesmo período. A mesma pesquisa, realizada pela Euromonitor, mostra que, apenas em 2014, os norte-americanos gastaram mais de US$ 21 bilhões em fast casual.

Embora um recente estudo da Technomic tenha mostrado que o fast casual ocupa apenas 6% do mercado, o setor é o que ainda mais cresce, e isso é indiscutível.

Nos Estados Unidos, a discussão em torno do fast casual está fervendo. Vemos surgir novos restaurantes que exploram esse novo formato. A rede Chipotle, provavelmente a mais conhecida da categoria, viu suas vendas quadruplicarem, enquanto as vendas da Panera triplicaram durante o período de crescimento do fast casual. A rede Shake Shack, inclusive, foi tão bem que já entrou na Bolsa e obteve grande sucesso no primeiro dia.

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A INFOOD considera que um dos melhores exemplos de fast casual é a rede Spoleto. Criada em 1999, no estado do Rio de Janeiro e pelos sócios Eduardo Ourivio e Mário Chady, a rede de culinária italiana foi a primeira a oferecer talher de inox e prato de porcelana na praça de alimentação de um shopping. Em 2013, o Spoleto faturou R$ 387,7 milhões e as projeções dão conta de um crescimento de 20,9% em 2014. Para se ter uma ideia da expansão da rede, basta observar que, em 15 anos de operação, eles chegaram a mais de 334 lojas, enquanto o Mc Donald’s, da Arcos Dourados completou 35 anos no Brasil com 800 lanchonetes em 192 cidades brasileiras.

Fatos sobre os restaurantes fast casual:

  • Restaurantes do setor fast casual têm obtido um aumento de vendas nos Estados Unidos
  • Restaurantes fast casual oferecem uma comida de melhor qualidade
  • Embora ocupe apenas 6% do mercado, o fast casual ainda é o setor que mais cresce
  • Em 2014, os norte-americanos gastaram mais de US$ 21 bilhões em fast casual

 

Por Vinícius Andrade

 

Referências:
1. http://www.foodservicewarehouse.com/education/how-to-start-a-restaurant/what-is-a-fast-casual-restaurant/c28982.aspx
2. http://www.fastcasual.com/articles/industry-leaders-define-fast-casual/
3. http://www.washingtonpost.com/blogs/wonkblog/wp/2015/02/02/the-chipotle-effect-why-america-is-obsessed-with-fast-casual-food/

Uma ideia sobre “Fast Casual: um novo modelo de negócio na gastronomia”

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