ganhe dinheiro com seu restaurante

A gestão financeira de um restaurante é sempre um problema para chefs e até mesmo para o restauranteur. Em muitos casos, sua formação não ajuda no desenvolvimento dessa parte do trabalho. O problema é que, em um país como o nosso, contar com uma boa gestão financeira pode ser a receita para ganhar dinheiro com o seu negócio.

Nesse fim de semana, a INFOOD destaca as principais matérias que já foram lançadas sobre o tema e agrupa os conceitos em 6 passos para que você ganhe dinheiro com seu restaurante em uma leitura mais facilitada:

1º passo Defina o modelo de negócio em que você pretende atuar: você pode montar um restaurante, um bistrô, um tratoria, uma hamburgueria ou um food truck, o modelo de negócio escolhido já vem seguido de uma necessidade de operação e investimento.

Em entrevista feita com Marcelo Bastos, chef do Jiquitaia, ele apresenta seu modelo e quanto isso impacta sua operação: “O segredo é contar com uma equipe enxuta, fazer uma seleção de ingredientes da estação, trabalhar com um cardápio mais reduzido, o que garante um menor desperdício e menos necessidade de funcionários. E muito esforço. Eu e minha irmã (a economista Caroline Corrêa Bastos) temos várias funções dentro da casa”.

Leia mais: http://infood.com.br/marcelo-bastos-comenta-os-desafios-do-jiquitaia/

2º passo – Busque financiamentos para começar seu negócio: todo o empreendimento consome muitos investimentos no seu lançamento e é fundamental contar com financiamento para que você não fique sem dinheiro necessário para manter sua operação funcionado.

Gustavo Rozzino, chef do Ton Ton, deu dica preciosa em entrevista para a INFOOD de como demostrar saúde financeira para os bancos: ” Quando comprei um café que já funcionava no ponto, comprei conta corrente junto, logo, já tinha alguns anos de movimentação. Consegui fazer um baita empréstimo e várias coisas, como um projeto do BNDES. Isso ajuda pessoas como eu, que não têm um sócio investidor, a construir um business do zero.”

Leia mais: http://infood.com.br/por-tras-do-conceito-de-bistronomia/

3ª passo – Defina os preços do seu restaurante: muitos bons negócios no ramo de alimentação encerram suas atividades por uma simples razão: ao final do mês, as despesas superam as receitas. Uma equação simples, mas ao mesmo tempo muito complicada.

Veja o texto que publicamos para apresentar os principais conceitos sobre o tema: http://infood.com.br/como-definir-o-preco-no-seu-restaurante/

4º passo – Tenha acesso as informações: os donos de restaurante controlam o número de pessoas que entram em suas casas, mas não têm ideia do prato mais pedido da semana e detalhe do insumo que pode estar trazendo a maior receita.

Na matéria que fizemos com Arri Coser, da rede NB Steak, ele fala deste cuidado: “O operacional é o que mais cansa, mas o que mais diverte, rendendo diversas histórias diárias. Para o controle, softwares como o ALOHA – utilizado por mais de 50% dos restaurantes norte-americanos e aprovado pelo governo americano são utilizados”.

Leia mais: http://infood.com.br/arri-coser-ensina-como-investir-no-setor-gastronomico/

Vale conferir as boas dicas de Márcio Blak, CEO da Varejo Consultoria: “Em relação aos desafios na implementação de um sistema no restaurante, Márcio acredita que a questão passe pela cultura do país: em muitos restaurantes faltam processo definidos, e todo o sistema requer processos para que sejam automatizados. Se você não tem processos, não tem o que automatizar. Assim, se você não controla o que entra, se você não lança uma nota fiscal que chega, não é o sistema que vai fazer isso”.

Leia mais: http://infood.com.br/a-automacao-e-importante-para-a-gestao-do-seu-restaurante/

5º passo – Tenha cuidado na administração da rentabilidade dos pratos e produtos vendidos: uma boa margem é a garantia de sucesso e quase é consenso no mercado gastronômico que 25% é o percentual mais desejado

A entrevista com Fábio Lampugnani, sócio da Cuor di Crema, em matéria sobre rentabilidade dá outra preciosa dica: a primeira margem a ser calculada, no entanto, não é a margem do negócio, mas sim a do produto. Lampugnani ressaltou a necessidade de saber exatamente qual é o custo percentual que você vai ter das matérias-primas: “Assim você vai ter uma ideia do seu breakeven”. O próximo passo, portanto, é ter uma noção de quantos produtos você tem que vender para chegar a um breakeven.

6º passo – Controle os custos

Na entrevista com Gustavo Rozzino, o chef reforça essa questão: “O mercado de food service não está preparado para isso. É tudo errado aqui no Brasil. Aqui você tem que fazer um pedido mínimo, eles obrigam você a comprar mais. No meu caso, a gente faz cotação em 5 lugares e ligamos toda semana. A gente pesquisa bastante, porque restaurante é isso: ‘every little counts’. Cada centavo que você pode reduzir conta. Alguns fornecedores eu tenho um grande relacionamento, de anos. Eu gosto muito do laço com o fornecedor. Eu tenho quatro fornecedores de carne, eu peço para todos. Não compro apenas de um. Eu mantenho um bom relacionamento e vou trocando a minha matéria-prima. Isso faz com o que o cara sempre te mande o melhor para você. Tem o lado amizade e o lado profissional. Não dá para ser só amizade.”

Leia mais: http://infood.com.br/por-tras-do-conceito-de-bistronomia/

 

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