Alessandra Guilherme é um exemplo de como a gastronomia pode ser um meio para a transformação social, e de como a Gastromotiva tem cumprido seu papel na nossa sociedade.

O projeto – que tem a missão de fazer com que a gastronomia seja ferramenta de inserção social – já completou 15 anos e Alessandra, hoje com sua nova empreitada, foi uma das quase 1200 pessoas que passaram pela iniciativa como aprendizes – ela fez parte da 13º turma da organização.

Quer saber o que Alessandra acha do papel da Gastromotiva e como a “Fabriquinha de Alegria” – seu próprio negócio – anda após o curso?

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Alessandra Guilherme (ao centro) e sua equipe

 

Confira a entrevista:

INFOOD – Como você teve conhecimento do curso na Gastromotiva ?

ALESSANDRA GUILHERME – Eu estava à procura de um curso diferente que eu não tivesse feito ainda, porque já trabalhava na minha casa com doces e salgados, mas o dinheiro mal dava para pagar as contas. O problema é que  todo mundo faz salgadinho e docinho, então eu queria algo novo para inovar. Ai comecei a pensar em procurar um curso diferente….foi quando pesquisei na internet e conheci a Gastromotiva. Nem acreditei! Fiz minha inscrição e aguardei ansiosamente. Depois de um tempo me ligaram convidando-me para uma entrevista. Passei na primeira fase e depois na dinâmica.

INFOOD – Qual especificamente o curso que você fez lá ?

ALESSANDRA – Lá fiz curso de técnicas básicas de cozinha. Eu achava que já sabia alguma coisa… boba eu, né?  Eu não sabia era nada! Aprendi a cortar, cozinhar corretamente os alimentos. E a Gastromotiva tem um diferencial bem bacana: não aprendi só comida. Aprendi a ser humana, com aulas de cidadania, que eu acho que todos mundo deveria ter. Você pensa no outro de uma forma como não pensaria…Aprendi a não desperdiçar comida, a aproveitar tudo.Quando entrei achei que apenas aprenderia a cozinhar.Eu estava errada: sai de lá outra pessoa! Como ser humano e como cozinheira.

INFOOD – O que te motivou a fazer o curso ?

ALESSANDRA – O que me motivou foi minha paixão pela culinária, por descobrir novos horizontes dentro daquilo que eu amava, e  o desejo de mudar minha vida através da culinária.

INFOOD – O que você fazia antes ? Você trabalhava com o que ?

ALESSANDRA – Eu já trabalhava com doces e salgados em casa mesmo. Agora antes disso, eu era supervisora de telemarketing e um dia vi um cupcake na televisão, me apaixonei e não parei mais!

INFOOD – Quais os pontos positivos que você viu no curso da Gastromotiva ?

ALESSANDRA – Muitos! As técnicas básicas de cozinha, que são essenciais, as aulas de cidadania. As portas se abrem quando você passa por lá.  Quando você diz que se formou pela Gastromotiva, é mais valorizada, as pessoas te respeitam. Cheguei a fazer um evento para a Anhembi Morumbi.

INFOOD – E os negativos ?

ALESSANDRA – Eu acho que é pouco tempo de curso. Mas não é um ponto negativo, porque o curso só acontece com investimentos.

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INFOOD – Assim que você terminou o curso, você conseguiu emprego ? Onde ?

ALESSANDRA – Quando terminei o curso até me ofereceram serviço em restaurantes da rede, mas como já trabalhava em casa, as pessoas começaram a me procurar e eu fui crescendo cada vez mais.

INFOOD – Como surgiu a ideia da Fabriquinha de Alegria ?

ALESSANDRA – Ah,  isso é um clássico! rsrsr Aqui eu faço casamentos para até 300 pessoas, tudo é feito artesanalmente. Uso tudo que aprendi na Gastromotiva. Um dia eu olhei e falei: “nossa aqui parece uma fábrica de doces”. Mas quando os clientes viam minhas mesas, ficavam tão felizes que todas as minhas noites viradas valiam a pena! Então ficou Fabriquinha de Alegria. Quando pego um doce para fazer, não consigo fazer o básico, por ai já tem o básico. Faço cada festa diferente, nunca uma é igual a outra.

INFOOD – Há quanto tempo você tem a Fabriquinha de Alegria ?

ALESSANDRA – Comecei faz 5 anos, mas o nome só veio há 2 anos.

INFOOD – É só você trabalhando, ou tem mais alguém com você ?

ALESSANDRA – Trabalhamos eu, meu marido, meu enteado e minha sogra,  e quando tem muito serviço, quase sempre mais 3 free lancers , e quando vamos fazer buffet, contrato por dia de festa em média 10 a 20 pessoas.

INFOOD – Você já consegue se sustentar através da Fabriquinha de Alegria ?

ALESSANDRA – Sim,  graças a Deus!  Esse ano realizei meu sonho: comprei o carro que eu queria, fazendo doces e buffet à domicílio. Sofri muito, carreguei muita sacola pesada, sabe, mas uma hora deu certo.

INFOOD – Quais as dificuldades que você enfrenta tendo seu próprio negócio ?

ALESSANDRA – Tem dia que fico maluca com tantos afazeres. Um das maiores dificuldades é trabalhar um produto sazonal: tem época que tenho tanto serviço que repasso. Mas, às vezes, não tem pedido, ai temos que batalhar o dobro para conseguir.

INFOOD – Quais são os seus planos para o futuro ?

ALESSANDRA – Eu quero dar aulas de decoração e confeitaria (isso já está em andamento), mas sonho em ter meu próprio espaço, porque à domicilio dá o triplo do trabalho.

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Serviço:

Fabriquinha de Alegria

e-mail – fabriquinhadealegria@uol.com.br

Telefone – 11 3453-5089

 

Por Redação

Fotos divulgação

 

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