Guilherme Delanhese é um dos sócios do Gorilla Food Truck. Formado em gastronomia pela Anhembi Morumbi, o jovem montou com mais dois amigos – Hermann Caser Junior e Fabio Wittmann Kumelys – um food truck há cerca de três anos.

A proposta do Gorilla é a jungle food, uma comida que todo mundo gosta, mas que é um pouco mais saudável. O projeto levou um ano para sair do papel, e foi muito bem estruturado e montado.

Uma das vantagens de se trabalhar com comida de rua é estar sempre em contato direto com o público. Já, na visão de Guilherme, as dificuldades são muitas: desde o tamanho pequeno da cozinha, até a falta de apoio da prefeitura. “Acredito que ainda estamos engatinhando no que se refere à legislação da comida de rua”.

Os sócios têm reinvestido no negócio e pretendem crescer com mais pontos de venda – inclusive um ponto fixo, além de já estarem abrindo também um delivery.

Equipe do Gorilla Food Truck

INFOOD – Como surgiu a ideia de montar um food truck?

GUILHERME DELANHESE – A ideia no montar o Gorilla surgiu há mais ou menos 4 anos. Eu e mais dois amigos queríamos fazer alguma coisa diferente, algo que a gente acreditava. Em alguns encontros, chegamos à conclusão que seria um food truck, já que era uma opção que estava engatinhando ainda. Pelo fato da gente ser jovem, uma coisa assim itinerante seria legal, sem rotina. E começamos a montar o projeto.

INFOOD – Como e onde vocês atuam?

GUILHERME – A gente tem TPU, de quarta-feira ficamos numa travessa da Faria Lima, e quinta-feira numa travessa da Berrini. Os outros dias a gente não atua na TPU, porque os outros pontos não valem a pena. Fazemos almoços em empresas, e acabamos sendo uma opção a mais para os funcionários da empresa almoçarem.  Nós não pagamos nada, e o dono da empresa também não paga nada.  E, nos finais de semana, a gente faz bastante eventos.

INFOOD – Que formato traz mais retorno financeiro?

GUILHERME – Com certeza, os eventos. Isso porque a rotatividade é maior, e conseguimos vender mais.

INFOOD – Como você vê a legislação dos food trucks?

GUILHERME – Infelizmente não há um grande apoio da prefeitura. Essa semana, na quarta-feira, chegamos no lugar para parar em que temos TPU, e tinha três caçambas paradas ali, bem no lugar que é o nosso espaço para estacionar o nosso truck. Ficamos sem espaço. Nesse dia, a gente vendeu 5 lanches. É desanimador. Aí fomos falar na prefeitura, e é um jogando a responsabilidade para o outro, e ninguém faz nada. E nem temos tempo para ir até lá e sermos enrolados. Acredito que ainda estamos engatinhando no que se refere à legislação da comida de rua. O local deveria ser demarcado com um placa, ter um ponto de luz. É difícil ainda.

Dentro do food truck do Gorilla

INFOOD – Como é trabalhar dentro de um caminhão, um lugar tão pequeno?

GUILHERME – Ninguém pode se mexer muito! Tem que entrar numa linha de produção. Se quem estiver no fundo vier para a frente, vai trombar com o outro. O bom é que a gente não tem chapa, não tem fritadeira…a gente otimiza. Tudo o que é quente, é feito no forno. Isso ajuda muito a gente. E o fato de o forno não fazer calor, facilita muito a nossa vida. Nós temos uma cozinha de preparo, e todas as coisas já vêm pré-prontas, apenas para finalizarmos.

INFOOD – Como é o conceito do Gorilla?

GUILHERME – Nós trabalhamos com hambúrguer de fraldinha, um blend que a gente faz sem muita gordura. Nós não adicionamos gordura, só mesmo a da própria fraldinha. Temos um sanduíche de frango, uma saladinha, e vegetariano também. Às vezes temos também um strogonof, um arroz com feijão, para aqueles que não querem sanduíche.  Temos batata palito, dadinho de tapioca, mas tudo assado. Temos um brownie com sorvete de sobremesa.

Os eventos geram os melhores resultados para o Gorilla

INFOOD – Você usa orgânicos?

GUILHERME – Sempre que dá, nós tentamos usar algumas coisas orgânicas. Quando a gente começou, a ideia era usar só orgânicos. Mas não dá. E não é nem tanto pelo custo, mas é difícil conseguir manter aquele mesmo cardápio sempre, devido à sazonalidade dos produtos. Isso atrapalha, e teríamos que ficar muito refém disso.

INFOOD – Quais as dificuldades em se trabalhar num food truck?

GUILHERME – A nossa vantagem é que num restaurante é muito mais pressão. Num truck a gente pode também está sempre em contato direto com o nosso público. Os dias mais corridos são no final de semana. Fomos a um evento em Ribeirão Preto onde vendemos 800 hambúrgueres num dia. Aí foi puxado.

Tuck tuck e caminhão do Gorilla Food Truck

INFOOD – A conta fecha no final do mês?

GUILHERME – Sim, nossa conta fecha. Nenhum de nós está enriquecendo com isso, mas desde que abriu, não precisamos por a mão no bolso. Nós já nos pagamos, não temos dívidas, mas temos reinvestido no nosso negócio. Compramos também um tuck tuck, que é um carrinho menor, e que vai em eventos.

INFOOD – O mercado de food truck vai acabar?

GUILHERME – Eu acredito que os bons vão permanecer. Tem mercado para isso. Mas muita gente fechou.  Os grupos de whatsapp que nós tínhamos para combinar eventos, hoje em dia é grupo de venda de caminhão e de equipamento.

 

Gorilla Food Truck

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 contato@gorillafoodtruck.com

 

Por Redação

Fotos: João Rubens Shinkado / Divulgação

 

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