margem de lucro ideal para seu negócio

Margem de lucro ideal para seu negócio. Você sabe qual é?

Margem de lucro. Essa palavra assusta grande parte dos empreendedores no ramo de alimentação. Todo empresário gastronômico preocupa-se com a sua margem, cuja principal função é gerar lucros para a empresa e otimizar as vendas dos produtos.

Sócio da Cuor di Crema, gelateria destacada nos últimos rankings gastronômicos, o italiano Fábio Lampugnani disse que é fundamental ter paciência no início do negócio: “é inútil pensar em começar a ganhar dinheiro com três meses”. Para Lampugnani, há exceções, mas a regra é geralmente você colocar o dinheiro e apenas após 24 meses começar a lucrar com o seu negócio.

O chef Gustavo Rozzino, proprietário do Ton Ton, é um desses que enfrentam os desafios dos primeiros meses: “Temos apenas 10 meses de funcionamento e ainda estou pagando tudo o que comprei, BNDES, projetos. Estamos indo bem, na margem dos 15%, mas ainda não estou vendo nada disso, porque tudo vai revertido de volta para pagar”.

A primeira margem a ser calculada, no entanto, não é a margem do negócio, mas sim a do produto. Lampugnani ressaltou a necessidade de saber exatamente qual é o custo percentual que você vai ter das matérias-primas: “Assim você vai ter uma ideia do seu breakeven”. O próximo passo, portanto, é ter uma noção de quantos produtos você tem que vender para chegar a um breakeven.

Para quem está começando a empreender no ramo, Lampugnani afirmou que não é recomendável utilizar dívidas, mesmo em períodos difíceis. Em casos extremos, o conselho é utilizar dívidas de curto prazo.

É preciso preparar-se bem para esses meses iniciais: Luciano Guimarães, um dos donos da Pudim Mania, disse que o problema inicial é o capital: “você tem que ter a grana para montar o negócio e o capital de giro”. “No começo, sua margem é pequena. Com o dinheiro no banco caro e os impostos que lhe são taxados, isso mata o comércio”.

Em relação ao valor da margem, não há um número exato. Luciano considera qualquer margem de 35% razoável no ramo de alimentação. Já José Otávio Scharlach, que dirige o Buttina com sua esposa Filomena Chiarella, disse que considera ideal em torno de 15 e 20%: “Esse valor permite que você tenha um capital de giro, faça investimentos e tenha uma dinâmica mais forte diante do mercado”.

Contudo, a margem atingida pelos donos de negócios no ramo dificilmente chega a esses valores. Leandro Tavares, sócio do Carbone, disse que sua margem não passa de 10%. José Otávio afirmou que o Buttina não consegue alcançar atualmente a margem de lucro que considera ideal: “A gente já conseguiu atingir a margem de lucro ideal no passado, mas, no momento, estamos segurando a onda”.

 

Por Vinícius Andrade

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