Já faz um tempo que a rede de fast food McDonalds domina o noticiário e a grande pergunta que fica é: “o que a marca está fazendo errado?”. As notícias dão conta da redução tanto do faturamento quanto da expansão das lojas. Na última semana, foi a vez da maior franqueadora do grupo, a Arcos Dourados, apresentar os números das operações no Brasil: também fecharam o ano de 2014 em queda, com uma redução de 1,4% no faturamento.

Muito se fala da gestão da empresa no Brasil e nos Estados Unidos, e os principais pontos apresentados são sempre os mesmos:

A INFOOD entende que mais dois itens devem ser acrescentados para que se tenha uma ideia mais correta dos problemas enfrentados pelo grupo.

A crise no modelo do fast food

Em novembro do ano passado, a INFOOD defendeu que o modelo do fast food está cada vez mais enfraquecido. Para manter sua rentabilidade, as operações precisam de um número cada vez maior de vendas, levando à expansão das lojas. Com a chegada de novos conceitos, como o fast casual, a rede passou a contar com uma concorrência cada vez maior e diferenciada.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

A rede cresceu oferecendo uma comida rápida e de baixo preço, sem que houvesse nada similar. Hoje, a concorrência trabalha um produto de maior qualidade e pede apenas que o consumidor espere um pouco mais. Quem tem pressa ainda tem o McDonalds como sua melhor opção, mas a grande maioria dos consumidores não se importa em esperar um pouco mais por uma boa comida. O fast casual e as hamburguerias no Brasil elevaram o patamar de exigência do consumidor e colocaram em cheque a necessidade da produção padronizada e rápida.

 

Faltam lançamentos de impacto

A empresa parou de desenvolver novos produtos. Isso fica claro quando olhamos para seus principais sucessos.  O McDonalds começou a vender suas famosas batatas fritas em 1949. Seu hambúrguer mais vendido, o Big Mac, foi lançado em 1968. O sanduíche quarteirão é de 1975 e o McChicken de 1980.


mcdonalds_produtos

O Big Mac é um produto que em 2015 completa 47 anos. No Brasil, ele é vendido desde a chegada da empresa, em 1979. Portanto, os brasileiros comem esse sanduíche há exatos 36 anos.

A rede tem feito lançamentos de cardápios temáticos e novos formatos. Seu maior sucesso está nas linhas de sorvetes, mas hoje seus hamburgueres enfrentam a concorrência, só em São Paulo, de 287 hamburguerias. Não estamos propondo que se troque todo o cardápio, mas é fundamental buscar algo novo que possa trazer público para as lojas.

As crianças sempre foram o principal alvo da rede, e entendemos que é seu principal ativo. Mesmo sofrendo pressões de entidades que tentam impedir a venda do McLanche Feliz com um brinquedo, o McDonalds vem mantendo o formato e garantindo parte dos seus ganhos. A mudança está nos jovens que buscam os concorrentes, e dos adultos, que encontram mais opções nas praças de alimentação, e já não precisam consumir o mesmo que seus filhos. São eles os consumidores que precisam voltar a comprar os produtos da rede.

As mudanças em estudo na matriz podem até surtir efeito, mas significaram uma perda de identidade. Quem criou o padrão da venda de batatas, corte e apresentação, quem criou o McNuggets, e se diferenciou dos concorrentes que vendiam frango, deve voltar a olhar para sua área de desenvolvimento e buscar novidades em seu cardápio. Produtos que tenham relação com seu conceito, com o fast food. Vender saladas e wraps pode trazer alguns consumidores, mas não vai sustentar a rede, pois ela estará oferecendo um pouco mais do mesmo que os concorrentes já vendem. O grupo precisa resgatar sua identidade.

 

Por Reginaldo Andrade

Uma ideia sobre “McDonalds e o futuro do fast food”

  1. ruiventura disse:

    Montei em POA os dois Maiores Mac da cidade e há cerca de 15 anos iniciei o meu divórcio com essa rede, come-se “Um sandwichinho mais ou menos com um pãozinho razoável uma alface de qualidade duvidosa e um folhinha d jornal envelhecida com o nome de Hamburger” Junte-se a isso a eternidade que eu tinha que esperar por qualquer pedido feito nas filas estúpidas que a inoperatividade provoca. Há 2 coisas que gosto no Mac se estou acompanhado (sozinho nem entro) e alguém pega eu como “nugets” tem um gosto aceitável, e as tortinhas de banana e maçã. Não há como um Marketing não importa o quanto bom ele é Sustentar uma mentira. Mac é caro demorado e sem qualidade esta a receita para a decadência.

Deixe uma resposta

Thiago Bañares: dá para você ser informal e ser bom

Publicidade

Publicidade
-->
-->

Para receber a newsletter Infood, digite seu e-mail no box abaixo e clique na seta.

© 2017 Infood - Todos os direitos reservados