Restaurantes tradicionais ainda têm seu espaço garantido no universo dos negócios de alimentação fora do lar, entretanto, está acontecendo uma revolução na forma de vender comida e atender o público com as novas tendências. Há novos movimentos surgindo e trazendo novidades na maneira de se comprar e consumir alimentos prontos e semiprontos e, de alguns anos para cá, surgiram formatos interessantes de negócios para servir de entrada para o universo da gastronomia. Alguns deles se tornaram tendências e se confirmaram como essenciais em grandes centros.

Hoje em dia é necessário apresentar ao público agilidade, atendimento, padrão de qualidade e, principalmente, aliar tudo isso a preços justos. Um restaurante tradicional oferece boas opções, mas, para o público que tem pouco tempo para se alimentar, ele pode não ser a opção mais viável. Conheça algumas das novas tendências que estão revolucionando a forma de se alimentar fora de casa:

O “fast food” foi o precursor dessas novas tendências, oferecendo seus lanches e pratos rápidos padronizados, no esquema pague, consuma aqui ou leve, mas ficaram para trás no ponto qualidade, já que essas operações exigem a utilização e oferta de alimentos totalmente industrializados, baratos e muitas vezes de baixa qualidade.

O “casual dining” surge para suprir o “gap” de qualidade deixada pelo fast food, oferecendo alimentos naturais e até orgânicos, e aliam um serviço de mesa com gente jovem e descolada em um ambiente leve e muito bem decorado, com pratos bem recheados que podem tranquilamente suprir duas ou quatro pessoas a preços acessíveis.

O” fast casual” é o restaurante que se adequou ao estilo ainda mais revolucionário, oferecendo a agilidade do fast food, só que com os pratos bem servidos, ambiente descolado e pessoal de frente de caixa jovem do casual dining, mas baixando o custo da operação. Retirando totalmente o serviço de mesa, o cliente entra, se serve, paga e consome no local, ficando responsável por manter mesas e cadeiras em ordem para que outros clientes também possam usar.

O “take away”, ou pronto para levar numa tradução livre, é o modelo de negócios onde o cliente entra, escolhe os produtos que quer, aguarda seu preparo de finalização, aquecimento e embalagem, paga e leva sua comida pronta para ser consumida em outro local.

O “grab & go” é um local que reúne máquinas com sistema aquecido de manutenção de alimentos prontos e embalados e refrigeradores, totalmente automatizados, onde o cliente pode escolher através da vitrine os produtos que vai consumir, inserir dinheiro ou outra forma de pagamento, e receber o alimento para consumo através dos bocais das máquinas. Alguns modelos oferecem um ambiente descolado e elegante para que se possa consumir os produtos no local com pequenas mesa e cadeiras.

As opções são variadas e os custos iniciais de operação tendem a cair quando se trata de oferecer alimentos prontos para o consumo, no entanto, nota-se que houve um cuidado diferenciado no sentido de manter a qualidade ou aumenta-la, já que o público passou a exigir isso. Mesmo os mais revolucionários conceitos têm produtos confeccionados com ingredientes naturais e orgânicos, aumentando ainda mais a gama de produtos. Alguns mantém uma cozinha central onde tudo é preparado, embalado e sai pronto para ser distribuído diariamente. Há ainda outra nova tendência surgindo que alia ou mescla dois ou mais formatos de negócio: são os crossworking de alimentação, locais que reúnem investidores que podem formatar seus negócios de alimentação fora do lar, assim como os espaços destinados às áreas de alimentação nos shoppings, mas sem a infraestrutura deles. Enquanto um restaurante tradicional pode ter um custo mínimo inicial de até 770 mil reais* para serem construídos e inaugurados, algumas dessas novas tendências podem ser abertas com investimentos mínimos, algo em torno de até 100 mil reais, dependendo do tamanho e local onde serão implantadas.

(*) Media de valor pesquisado para a abertura de um restaurante na cidade de São Paulo, podendo sofrer alterações para mais ou para menos de acordo com o projeto e tipo de alimentação oferecida.

 

Foto: André Ribeiro
texto - Marcelo Santos

*Marcelo Santos (chefmarcelosantos@gmail.com) é chef de cozinha, professor de gastronomia, consultor de alimentos e bebidas e escritor e escreve para o site INFOOD às quartas-feiras

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