Com a maior oferta de tablets e a consequente redução de custos, a tecnologia do cardápio digital vem sendo adotada por diversos restaurantes, bares, pizzarias e cafeterias. Apenas a Goomer, uma das empresas do setor, já implantou mais de 100 projetos.

Os cardápios digitais são um destes produtos que potencializam o trabalho da sua equipe, melhorando a operação, mas eles também ampliam a oferta de informação sobre o nosso negócio.

Os restaurantes sempre tiveram esta informação. Ela estava ali registrada em inúmeras comandas que ajudavam no controle operacional, mas, fora isto, todo este material não se transformava em informação, pois é muito difícil que alguém tivesse tempo para digitalizar todos estes dados.

O cardápio digital trabalha a partir desta informação. Tudo o que é gerado a partir da interação com o consumidor pode ser transformado em dados. Quanto mais a interação é digital, maior é a chance que estes dados sobre o consumo possam transformar-se em conhecimento para a gestão do seu negócio.

A Infood conversou com Felipe Maia Lo Sardo. Ele é um dos diretores da Goomer, uma empresa de soluções digitais especializada em cardápios interativos, e nos falou do potencial do uso da ferramenta e suas aplicações.

O cardápio digital num tablet com a visualização do prato e da descrição

INFOOD – Qual a solução da Goomer para o mercado?

FELIPE SARDO – Nós oferecemos experiência focada no cliente final para restaurantes e negócios em gastronomia. Entramos neste mercado com um cardápio interativo em tablet. Ao invés do seu cliente receber o tradicional cardápio de papel, ele recebe um tablet.

INFOOD – Quais as vantagens do uso de tablets para cardápios?

FELIPE – No tablet, além dele poder visualizar o prato, também incluímos o autoatendimento. O fato dele poder pedir pelo equipamento gera a economia do tempo do garçom. Este tempo do garçom pode ser convertido em mais tempo de interação humana, ou com redução de custo. Devo dizer que este último é o que vem sendo mais buscado por nossos clientes.

INFOOD – Além da redução de custos, o cardápio digital também amplia as vendas?

FELIPE – Sim, uma das vantagens do uso de cardápios digitais é o aumento do consumo. E não é só pelo uso de imagem e descrição que chama mais atenção do consumidor. O autoatendimento gera um impulso no consumo e, além disso, a customização dos pedidos é uma grande tendência.

Como o cliente tem mais dinamismo para customizar seu pedido, você consegue explorar mais as opções de adicionar ou trocar itens. Isto gera um aumento no tíquete que, segundo nossa experiência, pode ser entre 10% a 40%, dependendo do estilo do negócio. Em pizzarias, o crescimento é menor, mas em cafeterias e bares, chegamos a registrar aumentos de 30 a 40% no valor total do consumo.

INFOOD – A que você credita este aumento de consumo?

FELIPE – No fast food, por exemplo, existe muita oferta de produto. Mas percebemos que as pessoas não gostam disto. A negativa, o não, acaba vindo muito rapidamente. A pessoa gosta de consumir num tablet, pois fica feliz de estar comprando o que quer, e não está comprando o que a loja está empurrando.

O consumidor, atualmente, quer ter seu poder de compra assegurado. É o poder de falar “eu estou decidindo meu consumo e ninguém está me empurrando nada”.

O consumidor escolhe o tipo de pão no Totem da Goomer
A escolha dos ingrediente permite retirar e acrescentar ingredientes

INFOOD – Existe muito conhecimento gerado a partir de um desenvolvimento de um cardápio digital?

FELIPE – Hoje nossa implementação é nosso grande diferencial. Isto ocorre pois já acumulamos experiência em pelo menos 100 projetos implantados e em mais de mil restaurantes que visitamos para avaliar o cardápio.

Outro ponto muito importante é que, com a tecnologia, é possível que se façam testes. A ferramenta permite fazer rápidas alterações, e o mais importante é que, junto com o cliente, podemos trabalhar a engenharia do cardápio e aproveitar os conceitos da psicologia do consumo. Podemos avaliar as combinações de consumo e os produtos que as pessoas costumam comprar junto.

INFOOD – Como vocês começam um trabalho de implantação num restaurante ou num negócio gastronômico?

FELIPE – Inicialmente, é preciso fazer um trabalho de reengenharia do cardápio, adaptando o cardápio tradicional para um cardápio em tablet.

INFOOD – O que você recomendaria para um pequeno negócio, um pequeno restaurante?

FELIPE –  Muitos clientes em que implantamos o cardápio são pequenos negócios. Atendemos desde uma cafeteria que tem um grupo de produtos pequeno até um restaurante que trabalhe com um tíquete médio entre 100 e 120 reais.

Num novo restaurante, nosso trabalho começa com a recomendação do uso de fotos. A contratação de um serviço de um fotógrafo, algo já natural. Existem muito clientes que usam fotos em seu cardápio.

INFOOD – Mas isto não é algo que encarece o processo?

FELIPE – Com os novos celulares já é possível tirar boas fotos. Nós temos um blog com matérias que dão boas dicas de como fotografar seu pratos.  Com isto, não é preciso de um profissional para tirar as fotos, pois o próprio dono do restaurante ou um de seus funcionários pode fazer isto.

A vantagem disto é o dinamismo gerado, pois é possível rapidamente incluir e retirar itens do cardápio sem precisar da ajuda de terceiros.

INFOOD – Os clientes da Goomer estão conseguindo produzir suas próprias fotos?

FELIPE – É preciso ter alguma noção para tirar boas fotos, mas temos clientes com o cardápio inteiro feito com fotos produzidas com o celular. Uma vantagem adicional é que a foto tirada é muitas vezes mais real do que as fotos produzidas em alguns cardápios.

Blog Goomer com orientações como fotografar a operação do salão

INFOOD – O cardápio digital pode ser integrado com o ERP (sistema de dados) do cliente?

FELIPE – A Goomer foi uma das primeiras empresas a integrar o seu sistema com o dos grandes sistemas de ERP.

INFOOD – Na ferramenta de vocês é possível acompanhar o movimento de vendas?

FELIPE – Sim, principalmente os resultados de vendas ao longo do dia. O cliente pode ver o horário de pico, o que é mais vendido. Nós entregamos dois resultados para o cliente: eficiência operacional e aumento do consumo.

Demonstramos isto com cuidado para o cliente pois, em geral, muitos negócios já têm este tipo de controle nos sistemas de gestão. O problema é que, muitas vezes, são tantas informações e dados que o gestor não consegue usar.

INFOOD – Como vocês resolvem esta questão?

FELIPE – Nós centralizamos o nosso sistema no que é mais importante para o gestor do restaurante. Ele vê o fluxo de pedidos ao longo do dia. Pode ver o que as pessoas estão pedindo. Os adicionais que estão sendo comprados e, além disto, ver qual é o adicional mais lucrativo.

É neste ponto que usamos os conceitos da Engenharia de Cardápio, entendendo os produtos de maior venda e contribuição. Mas também é possível avaliar o rendimento, quanto estamos sendo mais eficientes ao longo do dia, como está o posicionamento dos garçons no restaurante.

INFOOD – Muitos restaurantes mudam seu cardápio todo dia. Quando pensamos num cardápio digital, é fácil fazer isto?

FELIPE – A primeira inserção no sistema é feita por nossa equipe junto com o cliente, assim, podemos dar dicas da nossa experiência na montagem de cardápios. Depois da implantação, o cliente dispõe de um plataforma que ele consegue acessar até do seu celular. E pode mudar seu cardápio a qualquer hora. Ele consegue desabilitar e habilitar itens e mudar tudo que for necessário.

INFOOD – Uma vez alterada pelo gestor no sistema, em quanto tempo a informação é atualizada nos tablets?

FELIPE – Em no máximo 5 minutos todos os tablets do restaurante estarão atualizadas. Com isto, se acabar um produto numa noite, ele pode rapidamente atualizar. Se ele quiser experimentar, lançar um prato novo é muito fácil. Imagine que podem ser programados cardápios sazonais, como sopas no inverno, e isto pode ser selecionado quando o restaurante quiser.

Plataforma de controle do cliente para ajuste no cardápio em tempo real

INFOOD – O que muda na gestão do cardápio?

FELIPE – A gestão fica mais fluída. O cliente não gasta tanto tempo no cardápio. Isto permite planejar ações especiais. O restaurante pode selecionar horários para ações como, por exemplo, no happy hour.

Totem de autoatendimento lançado recentemente

INFOOD – E quando falta um produto?

FELIPE – Na maioria dos restaurante independentes, eles trabalham com estoque enxuto. Compram pela manhã o que vai ser consumido no dia. Durante a operação nem sempre é possível avisar os garçons que um prato acabou.

Como o gestor pode desabilitar um item do cardápio, nos tablets, a opção já some. Antes havia um constrangimento do cliente pedir algo que acabou, e o pior, de fazer o cliente realizar o pedido para depois ter que cancelar. Com a possibilidade de retirar um item no sistema, o restaurante ganha agilidade e não perde tempo num processo. O cliente ganha eficiência.

INFOOD – Vocês acabam de lançar um totem de autoatendimento?

FELIPE – Já faz um tempo que você encontra no mercado a solução de totens de autoatendimento. O desafio é fazer as pessoas utilizarem estes serviços. Nós fomos estudar para entender o que gerava esta falta de uso, o porquê da baixa utilização, e criamos uma experiência para a pessoa usar esta tecnologia.

Lançamos o totem depois de um estudo de usabilidade para entender a necessidade e o comportamento do consumidor. Como totem, além da eficiência operacional, é possível eliminar pessoas no processo de atendimento. Hoje, a média do mercado é contar com 3 atendentes. Com 3 ou 4 totens você passa a poder contar com apenas um atendente, e o melhor é que o processo passa a ser muito mais rápido.

Temos dados de pequisas internacionais: com o uso da tecnologia de autosserviço, observa-se um aumento de 15 a 20% do consumo.

Felipe Maia Lo Sardo, diretor da Goomer

 

 

Goomer Cardápio Digital
https://goomer.com.br/
https://www.facebook.com/GoomerCardapios/
https://blog.goomer.com.br/?utm_source=home&utm_medium=menu
contato@goomer.com.br

 

 

Por Redação

Fotos: Fernanda Moura

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