Durante o Sirha Rio 2015, será realiza a seletiva brasileira do Bocuse d’Or, que acontece nos dias 15 e 16 de outubro, no Centro de Convenções SulAmérica, Rio de Janeiro. Bocuse d’Or é o Concurso de Gastronomia mais prestigiado do mundo. Considerado inovador desde sua criação, foi o primeiro concurso em que os candidatos preparavam o prato ao vivo, em frente à plateia e aos jurados.

O chef vencedor, escolhido entre oito chefs profissionais, vai representar o país na etapa latino americana da competição, no México, em 2016. De lá, sairão três nomes para a final mundo na próxima edição do Sirha Lyon, em 2017.

No Brasil, Jérôme Bocuse, filho e discípulo de Paul Bocuse, é presidente de honra do concurso enquanto Laurent Suaudeau foi nomeado presidente. Hoje, à frente da Escola das Artes Culinárias Laurent, foi ele, junto com seu comitê, o responsável por selecionar os oito candidatos brasileiros – Alex Sotero (SP), Bruno Rappel (DF), Camilo Portugal (RJ), Gabriel Daniel (SP), Giovanna Grossi (AL), Gustavo Maragna (DF), Halles Willians (RJ) e Luiz Filipe de Azevedo (SP). Os chefs tiveram que comprovar ao menos cinco anos de experiência no momento da inscrição.

O chef francês Laurent Suaudeau foi responsável por selecionar os nomes do Comitê do Bocuse D’Or Brasil. No país há 35 anos, Suaudeau chegou ao Rio de Janeiro, indicado pelo próprio Paul Bocuse, e elegeu o Brasil como sua casa. O primeiro lugar nas Américas em que Bocuse colocou seu nome foi no carioca Hotel Meridien, quando Laurent aceitou o convite para representar seu mestre aqui.

Chef Infood (4 de 38) IIChef Laurent Suaudeau – presidente do concurso Bocuse d’Or Brasil

Entre os nomes escolhidos para o Comitê estão os chefs Marcelo Fernandes, Marcelo Pinheiro, Victor Rodrigues, David Jorbet, Bruno Hamad e Andrews Valentim. Além de auxiliar na escolha dos candidatos, o grupo participará ativamente do treinamento e, durante as provas, atuarão como fiscais e treinarão o vencedor para a etapa mexicana.

Como processo seletivo, os candidatos tiveram que criar uma receita para cada tema do concurso —carne e peixe — com especificidades determinadas pelo presidente. A carne a ser utilizada deveria ser somente miolo de alcatra. E o peixe, pescadinha. Foram escolhidos dois ingredientes obrigatórios entre os acompanhamentos: ora pro nóbis para a carne e chuchu para o peixe. Os critérios para escolha dos candidatos foram originalidade, receita, respeito pelos produtos dos temas e apresentação.

Nos dias do Sirha Rio, cada chef terá cinco horas e 35 minutos para preparar suas receitas ao vivo para o júri que será dividido em duas categorias – júri degustação e júri cozinha. Entre os quesitos que serão julgados estão sabor, cozimento, originalidade, respeito pelos produtos dos temas e apresentação. Em caso de empate entre dois candidatos, o critério usado para escolher em campeão levará em conta o sabor e cozimento. Além do julgamento dos quesitos determinados, serão aplicadas penalidades com relação ao tempo estipulado no regulamento do concurso. Um atraso superior a três minutos já será passivo de penalidade.

Três candidatos serão premiados. O primeiro lugar, além de garantir sua vaga na etapa Latino Americana da competição, em 2016 no México, e concorrer à grande final em Lyon, ganhará prêmio de R$ 10 mil. O segundo e o terceiro lugar ganharão R$ 6 mil e R$ 3 mil, respectivamente.

Ao ser perguntado sobre a importância do Sirha Rio 2015, o chef Laurent Suaudeau, nomeado presidente do concurso Bocuse d’Or, afirmou à INFOOD que o evento “é uma iniciativa que vai na direção de congregar os esforços de vários cozinheiros do país.  É uma grande festa, e uma festa que poderá nos levar a ser muito bem representado em uma competição internacional. É uma olimpíada que congrega as pessoas em volta de uma coisa que se chama cozinha. Somos todos amantes da cozinha”. Ainda discorrendo sobre o evento, Laurent espera que o evento “incentive a juventude a acreditar que a profissão de cozinheiro tome essa direção, com seriedade. O Sirha está chamando os cozinheiros a se comprometerem com a profissão e com o país“.

 

Por Redação
Foto: Taís Pinheiro

 

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