O fim do modelo de fast food é uma das tendências apresentadas no relatório especial Mercado Gastronômico Brasileiro 2015/2106, um conteúdo produzido pela In Bureau de Informação, a divisão de análise de mercado do site Infood. O estudo foi desenvolvido a partir da análise de conteúdo, que consiste em avaliar tudo o que é produzido sobre um determinado assunto nos veículos de comunicação impressos e, a partir desta análise, levantar tendências, comportamentos e, principalmente, prever movimentos do mercado.

Este estudo acaba de ser lançado no mercado, trazendo uma radiografia do setor de restaurante e fast food, e apresentando algumas tendências para estes mercados nos próximos anos. São quatro principais tendências que mereceram atenção de quem atua no mercado de gastronomia no Brasil, pois devem ser os responsáveis por mudanças do comportamento e, principalmente, devem afetar os negócios. Destacamos aqui a forte mudança que se observa no segmento de fast food. Entendemos que este modelo passa por um momento de revisão e forte reflexão. Acompanhe a seguir uma degustação deste produto, uma parte deste relatório

MERCADO GASTRÔNOMICO BRASILEIRO 2015/2016

 

A queda no lucro do McDonalds em 30% no final de 2014 colocou em cheque o trabalho do CEO da companhia, Don Thompson, e levantou uma grande pergunta: o que é que a rede está fazendo de errado? Será que esta crise é apenas do McDonalds ou envolve todo o sistema do fast food como um todo?

É fato que, nos Estados Unidos, a rede perdeu espaço para o fast casual. Redes como Chipotle, a hamburgueria Five Guys e o Shake Shack conquistaram consumidores e não pararam de crescer. Quando olhamos para o Brasil, propostas como a do Spoleto e o crescimendo das hamburguerias dão conta de que a rede vive um aumento na concorrência. Eles oferecem uma comida de qualidade por um preço muito mais próximo do fast food e por apenas um pouco mais de tempo de espera.

O McDonalds foi responsável por ampliar o número de famílias com hábito de realizar suas refeições fora de casa, num momento em que o conceito das praças de alimentação ainda não existiam. Algumas gerações cresceram dentro das lojas da rede, e com o tempo, a novidade deixou de ser tão importante.

Muito se fala do estilo da comida, da busca das pessoas por uma alimentação saudável, mas pouco se fala da dependência que o modelo de fast food tem da fritura e de alguns equipamentos. São poucas as redes que romperam com este modelo. Um bom exemplo é o Subway, que oferece a opção de pães integrais e que permite a montagem de sanduíches com verduras e carnes magras. Pode ser apenas uma indicação, mas o fato é que a rede cresce muito no Brasil. O Subway fechou o ano com a incrível marca de 2 mil lojas no Brasil e planeja reduzir o ritmo de expansão para se concentrar no trabalho de padronização das operações. Mesmo assim deverá abrir 156 pontos em 2016. Se esta marca for confirmada, a rede pode superar o Subway da Inglaterra, transformando-se no 3º maior mercado da marca, atrás apenas de Canadá e Estados Unidos.

Quando olhamos para a crise do McDonalds e do fast food, o primeiro ponto que deve ficar claro é que houve uma grande expansão na concorrência. Some a isto a pressão que o fast food exerce, pois é um negócio calcado no crescimento em escala e na expansão das lojas, algo que será cada vez mais difícil.

O McDonalds deixou de ser tendência e passou a expandir no mesmo modelo. Já destacamos que a rede parou de inovar. Seus principais carros chefes são sanduíches criados há muito tempo atrás. As poucas novidades também são mais do mesmo. Pouco se fala da fritura, mas é fato que as batatas são quase uma marca da rede e do setor. Muito dinheiro foi investido em fritadeiras e hoje vemos as novas gerações evitando este tipo de preparo. Será que não é hora de se perguntar se o consumidor não está cansado do velho Big Mac com fritas, ou será que não é a hora de perceber que existe uma infinidade de lanches com fritas pelas cidades, e o consumidor pode muito bem variar?

As crianças ainda são o maior ativo da rede, em parte pela sua praticidade, em parte pelos brindes, uma questão que já mobilizou o Ministério Público e organizações não governamentais, mas que até agora tem garantindo vitória à rede na venda de brinquedos em conjunto com os lanches.

Podemos isolar a questão em três grandes problemas:

  • Crescimento da concorrência do fast casual;
  • A busca por uma alimentação saudável;
  • Os novos hábidos das gerações Y e Z;

Entendemos, porém, que o McDonalds fica em evidência por ser o maior ícone deste setor, mas o fato é que o modelo do fast food está esgotado. Não vemos como ele pode crescer mais, em especial baseado numa indústria de equipamentos que oferece produção de comida de alto teor de gordura.

A rede cresceu oferecendo comida rápida e de baixo preço, sem que houvesse nada similiar. O problema é que hoje a oferta é muito melhor. A velocidade do fast food já não é algo tão importante, pelo contrário, alguns consumidores estão valorizando o tempo do preparo e um ritual em suas refeições.

O McDonalds se defende lançando cardápios temáticos, ampliando as linhas de sorvetes e os produtos com o café da manhã. A venda de saladas e wraps pode gerar opção, mas o fato é que a rede tem uma identidade com o hambúrguer.

 

Serviço:

2015 – Balanço do Mercado Gastronômico

 

O que está incluso no relatório:

  • ANÁLISE IN DO MERCADO
  • NÚMEROS DO MERCADO
  • PRINCIPAIS FATOS DA COBERTURA MENSAL
  • TENDÊNCIAS DE MERCADO
  • NOTÍCIAS POR MARCA RESTAURANTES
  • NOTÍCIAS POR MARCA FAST FOOD

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MERCADO GASTRONÔMICO BRASILEIRO – 2015/2016

 

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