Em sua primeira edição, o seminário Foodbiz reuniu o mercado para uma troca de experiências e difusão de boas práticas e para debater os desafios para o crescimento do Foodservice no Brasil.

A Infood participou de alguns dos painéis e reuniu o conteúdo em duas matérias para você que não pode acompanhar, a partir de hoje. Este material apresenta o primeiro painel que reuniu o conselho do IFB (Institute Foodservice Brasil).

O painel foi apresentado pelo presidente do IFB Alexandre Guerra, e contou com a participação da Ely Mizrahi CEO DFS Holding, Marcelo Cintrângulo – Bussines Executive Office Nestlé, Marcelo Marinis – VP IFB e Country Manager Martin Brower, Ricardo Bomeny – CEO BFFC, Ricardo Marques – VP Unilever Foodsolutions e Tupa Gomes – Presidente LA Martin Brower.

Alexandre Guerra, presidente do IFB, abriu o painel

Alexandre Guerra abriu o encontro, dando uma dimensão da representatividade do IFB. Hoje, o Instituto reúne 38 empresas que, juntas, atendem 75 milhões de pessoas por mês. Como explicou o presidente do IFB, a entidade reúne o varejo e a indústria: “Dentro de nossa atuação, enxergamos toda a cadeia do varejo, pois reunimos a indústria e o varejo. Esta é uma das fortalezas do IFB”.

Food Service brasileiro em números

  • 14 bilhões de visitas por ano
  • 193 bilhões de reais nos últimos 12 meses (até junho/2017)
  • 13,7 reais de tíquete médio

O IFB prevê um crescimento de 7,9% do foodservice para os próximos anos, chegando em 248 bilhões de reais. As redes representam 18% dos pontos de operação, portanto, 82% do varejo é formado por negócios independentes.

O IFB faz 57 mil entrevistas por ano, com um orçamento de 1,5 milhão de reais em pesquisa. Dados dos estudos apontam um forte potencial de crescimento. Enquanto no Brasil apenas 27% da população faz uma refeição fora de casa, temos 81% na China, 70% na Coréia, 45% nos Estados Unidos e 52% na Itália.

O foodservice é um dos maiores empregadores do país, com mais de 1 milhão de pessoas. Na sua maioria, no primeiro emprego, cerca de 233,9 milhões estão na faixa de 18 a 24 anos.

Um desafio e uma oportundiade

Eli Mizraahi falou dos desafio do foodservice Brasileiro: “Para ter uma ideia do nosso desafio, no Brasil, estamos falando de mais de 1 milhão de pontos de venda. São operadores  que precisam de solução de produtos e de serviços para suportar o crescimento da profissionalização.

Marcelo Cintrângulo defendeu a oportunidade da maior sinergia entre indústria e operadores: ” Hoje o  canal que pode crescer, que pode entregar mais é o foodservice. Existe uma enorme possibilidade de sinergia entre a indústria e os operadores. Precisamos atrelar o conhecimento da indústria dos consumidores, com o conhecimento de varejo do operadores”.

Como continuar crescendo

Num país de grandes proporções continentais e com um transporte baseado nas rodovias, o grande desafio é o transporte. “O maior desafio é atender as 3 mil lojas do Subway ou as quase mil lojas de Mc Donalds e as também quase mil do Bobs. Este é o trabalho do operador logístico. Nosso trabalho é deixar o varejo focado na sua operação, no que ele entende melhor”, afirma Marcelo Marini, Contry Manager da Martin Brower.

O desafio é o crescimento, e Ricardo Bomeny, CEO do BFFC define bem o que está diante deste mercado: “O que precisamos fazer para que o varejo dobre de tamanho, e assim o foodservice também dobre de tamanho?.  Isto passa pela recuperação econômica, mas já houve um começo. Com a reforma trabalhista, haverá resistência, mas precisamos lutar para aprovar as mudanças, e também precisamos da aprovação da reforma da previdência.”

Hoje vivemos um momento de oportunidades. “O ponto comercial está mais barato. Hoje temos imóveis sendo negociados de 30% a 40% mais baratos. E tirando os shoppings maduros, hoje temos novos shopping com vacância de 25% das lojas, portanto, temos oportunidade para o crescimento das operações no Brasil”, acrescenta Bomeny.

O que deve mudar?

Ricardo Marques, VP da Unilever Foodsolutions dá o caminho : “A indústria quer entregar uma comida boa, segura, saborosa e sustentável.  Mas vamos ver muita mudança no mercado. Os independentes, que representam 82% das operações, basearam seus negócios na mão de obra. Mas estamos tendo uma mudança na lógica do custo. O mercado está mudando. Vamos ficar mais próximos da Europa, com cada vez menos gente nas operações.

Pensando em futuro, Tupa Gomes, presidente LA e Global Mkt Innovation da Martin Brower sugere: “Eu quero falar do futuro. Temos que nos preocupar com a força de trabalho para o futuro. Temos uma mudança muito grande  no mundo, talvez maior no primeiro mundo e menor aqui no Brasil. O futuro será mais elétrico, dividido e autônomo. Já estamos trabalhando com um caminhão assim.”

Para nos preparar,  “precisamos pensar nos centros de distribuição. Precisamos pensar em como fazer isto de forma mais eficiente no futuro. Com um custo adequado, que traga sinergia aos negócios”, enfatiza Gomes.

A respeito das mudanças, Bomeny alega: “Precisamos pensar em novos conceitos, novos formatos. O consumidor está pensando em um novo formato de loja. Temos visto o crescimento do delivery. Muitas empresas que nunca fizeram entrega de comida agora pensam em fazer. Alguns players estão pensando em cozinhas apenas para atuar com delivery.  A barreira de entrada do delivery, o motoqueiro, está sendo equacionada.“

Alimentação Saudável

Ricardo Marques, VP da Unilever, fala do maior desafio, que é a responsabilidade de alimentar, o foodservice atrelado a uma alimentação saudável: “O grande desafio é a informação chegar ao consumidor, nós mesmos estamos buscando informação sobre a comida que consumimos. Queremos saber a procedência, rastrear o caminho do produto. Precisamos nos antecipar para levar esta informação antes, precisamos levar informação ao consumidor para que ele tenha segurança.”

 

 

Por Redação
Foto Divulgação

 

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