Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro serão disputados de 5 a 21 de agosto de 2016, nas cidades-sede de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Brasília e Belo Horizonte, devendo afetar o mercado de turismo e todos os serviços ligados ao setor, inclusive o de restaurantes.

No geral, a Olimpíada está sendo vista como uma grande oportunidade para impulsionar o crescimento do turismo brasileiro, já que trará ao país um vasto número de visitantes. De acordo com o Ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, “é natural que o turismo queira se aproximar desse evento para ter ganhos concretos, já que o Brasil todo vai se expor ao mundo”.

Faltando 249 dias para a abertura dos jogos, o Brasil atravessa uma grave crise financeira e precisa, mais do que nunca, do incremento do turismo para alavancar as atividades econômicas. Com isso em mente, inclusive, a presidente Dilma Rousseff, no dia 24 de novembro, sancionou a Lei 149/15, que isenta turistas dos Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália de vistos de entrada no país, durante o período dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Com essa medida, segundo o Ministério de Turismo, pode-se aumentar em 20% o número de turistas internacionais, no período de janeiro a setembro de 2016.

Mas, a pergunta que fica é: será que realmente as Olimpíadas irão gerar oportunidades de negócios?

Para termos uma ideia, vamos tomar como base a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Apesar de todas as expectativas em relação a Copa, o tão esperado lucro com o mundial não aconteceu, ficando um clima de decepção para o comércio em geral. Para o PIB (Produto Interno Bruto), o resultado foi nulo ou insignificante, de acordo com as consultorias Tendência e Capital Economics.

De acordo com estudo realizado pelo Observatório do Turismo da Cidade de São Paulo, apesar das expectativas iniciais em relação à Copa terem sido excessivamente positivas, a maioria dos setores obteve resultados abaixo do esperado.

Os negócios ligados a segmentos de lazer e turismo, como bares e hotéis das cidades-sede, foram os mais beneficiados. Já entre os segmentos que se surpreenderam com a queda nas vendas, está o dos restaurantes.

O vice-presidente da Associação Nacional de Restaurantes e dono do restaurante Arábia, Sérgio Kuczynski, afirmou que o setor saiu perdendo em função do perfil de turista que veio para o Mundial. Disse que “o turista em geral viaja sozinho, sem a família, e vai pouco a restaurante – prefere bar“.  Segundo ele, durante a Copa, em seu restaurante, o movimento caiu de 20% a 30% durante o torneio. “Só os serviços delivery tiveram um pequeno aumento, porque muita gente que ficou em casa para ver os jogos acabou pedindo comida“.

Porém, o fato é que, independente de como serão os resultados, os proprietários de restaurantes estão mantendo as esperanças nas Olimpíadas. Para tanto, estão procurando melhorar a classificação dos estabelecimentos, principalmente em relação à segurança alimentar. A Vigilância Sanitária já iniciou um trabalho de prevenção de danos à saúde em estabelecimentos para que, até a data do evento, todos atendam às normas de higiene sanitária. Ela fará ações com o objetivo de garantir o respeito às normas higiênico-sanitárias e reduzir o número de estabelecimentos irregulares no atendimento aos turistas.

Não há dúvida que os jogos olímpicos irão, ao menos, estimular o investimento nos restaurantes das cidades-sede.

 

Por Redação

 

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Acessibilidade na gastronomia

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