O ritual das refeições pode ser identificado desde a pré-história, quando o homem se reunia com a família para partilhar o alimento que havia sido caçado e para transmitir o conhecimento de geração a geração.

Ao longo do tempo, estes rituais perderam relevância em função da rotina agitada e do impacto de diferentes demandas das novas gerações. Mas o mercado foi se reinventado e desenvolvendo diferentes formas de atender este consumidor.

A alimentação fora do lar tem sofrido mudanças significativas em função dos novos hábitos alimentares. O aumento da participação da mulher no mercado de trabalho, o tempo de deslocamento nos grandes centros urbanos, a redução do tempo para as refeições e o estilo de vida acelerado são alguns dos fatores influenciadores deste mercado.

O Grab and Go é um dos conceitos que surgiu no Estados Unidos com este pano de fundo. Reuniões frequentes e menor disponibilidade de tempo para almoços longos gerou a necessidade de rápidas refeições. O conceito já está bem estabelecido no Estados Unidos, mas atualmente ganha destaque no mercado brasileiro.

Existem três premissas básicas para o desenvolvimento de um Grab and Go:

Fluxo de atendimento simples e ágil

O principal motivador do consumo Grab and Go é a rapidez com que o consumidor pode selecionar o que quer comer, pagar e levar.

Portanto, ao entrar neste tipo de estabelecimento, ele deve identificar imediatamente o fluxo a ser seguido para racionalizar quanto tempo será necessário neste processo.

Let’s Eat EUA
Pret a Manger Sigapore
Pret a Manger EUA

Oferta clara e condizente com o momento de consumo

Para definir o mix de produto que será ofertado no Grab and Go, primeiramente devemos nos questionar: qual a função daquele produto para o consumidor? Por que ele está adquirindo determinado item?

Quando um cliente compra uma salada para comer em seu escritório enquanto termina um importante relatório, ele está contratando a salada pensando em:

  • Garantir que não precise de tempo adicional para aquecer o alimento
  • Comer sem se preocupar com a necessidade de um prato
  • Alimentar-se de forma saudável, sem sentir peso na consciência.

 

Devemos analisar quais as necessidades do nosso consumidor em cada momento do dia – café da manhã, lanches e refeições principais.

Muitas vezes o Grab and Go também é visto pelo consumidor como uma oferta que pode auxiliá-lo na mudança de comportamento, buscando mais saudabilidade na sua rotina.

WholeFoods EUA
7 Eleven EUA
Vapiano EUA

Embalagens que garantam a mobilidade com o menor impacto possível na experiência do consumidor

A palavra chave para embalagens Grab and Go é funcionalidade. O mix de produto pode ser atrativo ao consumidor. Mas se a embalagem for uma barreira para a mobilidade necessária, a oferta fica prejudicada.

A evolução do mercado de embalagens é constante. A cada dia novas tecnologias são desenvolvidas em busca de uma melhor experiência ao consumidor.

O desenvolvimento dos produtos e das embalagens deve ser realizado em conjunto. Isso porque a qualidade da entrega final ao consumidor dependerá da junção destes dois itens.

Além disto, testes práticos são essenciais para garantir uma entrega final com excelência e/ou corrigir a rota de desenvolvimento.

Embalagem Temaki  Fujimasa – Uma película separa o arroz da alga para garantir que o produto esteja crocante no momento do consumo
  Farmer´s Fridge  EUA – Salada no pote ou no bowl? A máquina de autosserviço fornece a salada no pote e ao lado o consumidor tem acesso a todos os descartáveis necessários

No Brasil, o Grab and Go ainda não está difundido como nos Estados Unidos, mas alguns segmentos já trabalham com este formato.

Áreas com alto fluxo de pessoas, centros comerciais e relevante participação das novas gerações têm sido destaques na implantação deste modelo de atendimento.

Zapt Delírio Tropical  Rio de Janeiro (aeroporto Galeão)
Zapt Delírio Tropical  Rio de Janeiro (aeroporto Galeão)

 

Koskina SP
Verdin RJ

O Grab and Go é um modelo que tem potencial para se desenvolver em grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. Porém, deve ter sua proposta de valor sempre ancorada nas necessidades do consumidor local, a fim de garantir uma experiência primorosa.

 

 

Texto: Fernanda Rossi

Fotos: Divulgação

* Fernanda Rossi é consultora associado ao Foodservice Consultants Society International (FCSI) e atua com Gestão de projetos, key account e Suply Chain na Galunion Consultoria para Foodservice. Nutricionista, formada pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), e pós-graduada em Administração de Empresas, pela FGV, possui 10 anos de experiência em foodservice (Fast&Food – Operador Logístico) e varejo (GS&MD – Consultoria Especializada em Varejo, Marketing e Distribuição), nas áreas de novos negócios e consultoria.

 

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