Não é mistério nenhum que há muitas coisas acontecendo enquanto você come em um restaurante – garçons circulando, música ambiente e há um cardápio para navegar. Esses elementos podem parecer completamente comuns, mas pesquisas apontam que esses e outros fatores podem realmente influenciar o pedido no restaurante. Alguns podem direcioná-lo a uma escolha mais saudável. Outros… nem tanto.

Por sorte, cientistas do Laboratório de Gastronomia e Marcas da Universidade de Cornell estudaram porquê comemos o que comemos, e nos apresentaram alguns fatores surpreendentes, e até estranhos, que podem influenciar seu pedido em um restaurante.

IMC do seu garçom

Você pode pensar que o garçom, está lá somente para pegar seu pedido, mas pesquisadores descobriram que o peso dele, ou dela, tem uma influência direta no que você come e bebe. Um novo estudo com aproximadamente 500 pessoas, publicado no jornal Environment & Behavior,descobriu que clientes servidos por garçons com alto IMC têm quatro vezes mais propensão a pedir sobremesa – e o efeito é ainda maior em clientes magros. Esse fator tem impacto até mesmo enquanto as pessoas bebem: clientes servidos por um garçom mais pesado bebem 17% mais álcool do que aqueles servidos por garçons magros. Por quê? Os cientistas dizem que um garçom mais pesado pode levar as pessoas a pensarem “e daí?” e aproveitarem.

(Em tempo: para evitar esse efeito bizarro, dizem que é melhor decidir se quer ou não sobremesa antes mesmo de se sentar.)

O peso de seu companheiro de refeição

O peso de seu amigo pode impactar no que você come. Uma pesquisa publicada em 2014 no jornal Appetite mostrou que apenas estar em presença de um companheiro mais pesado aumenta a quantidade de alimentos não saudáveis que a outra pessoa ingere. Também reduz a quantidade de comida saudável ingerida pela pessoa – mesmo se a pessoa acima do peso comer somente de forma saudável.

O ambiente

Música e luz suaves criam uma atmosfera relaxante e fazem com que você aprecie mais sua refeição. Uma pesquisa publicada no jornal Psychological Reports descobriu que pessoas que comem em um restaurante mais fino (com jazz ao fundo e à meia luz) comem por mais tempo que aqueles que devoram sua refeição em um ambiente típico de fast-food, mas acabam consumindo menos comida. Eles também avaliaram a refeição como mais agradável.

O nome da comida

Um estudo de 2014, publicado no International Journal of Hospitality Management descobriu que o cardápio do restaurante tem um grande impacto no que você pede. Entre as descobertas: tendemos a pedir pratos com nomes descritivos (ex: Suculento filé de peixe à italiana x filé de peixe). Estranhamente, participantes do estudo avaliaram a comida com nomes descritivos como mais saborosas que as com nomes comuns – mesmo sendo exatamente o mesmo prato – e ainda se dispuseram a pagar 12% a mais por ela.

A ordem do Buffet

Quando se trata de buffets, o que se vê antes é do que você mais se serve. Essa é a conclusão de um estudo da PLOS One que descobriu que a comida colocada em primeiro em um buffet é a mais consumida – e influencia nas outras escolhas do cliente. Para o estudo, foram criadas duas filas de buffet: uma começando com alimentos saudáveis, e a outra com alimentos não tão saudáveis. Quando havia frutas em primeiro lugar, 86% dos participantes se serviram das mesmas (comparados com 55% dos que tinham as frutas ao final). Por outro lado, mais de 75% dos participantes se serviram de ovos com queijo quando oferecido ao início, contra apenas 29% dos participantes que o tinham ao final. Não somente isso, mas mais de 65% dos pratos eram cheios com um dos três primeiros alimentos oferecidos na fila do buffet. A conclusão? Comece pela seção de saladas.

As especialidades

A verdade é que somos um tanto preguiçosos para fazermos pedidos. Um estudo publicado ano passado no jornal Psychology & Marketing descobriu que as pessoas estão mais inclinadas e pedirem um prato quando o mesmo os é oferecido como especialidade e apontado no cardápio pelo garçom. Apesar desse fato não ser, necessariamente, ruim, pode levá-lo a pedir mais itens menos saudáveis do que pediria normalmente. Portanto, siga sua intuição e peça algo baseado em seu instinto inicial.

 

Via Huffington Post
Tradução: Ana Elisa Martins Ranieri
Foto: Fernanda Moura

 

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