Um tom mais informal rompeu a rigidez, principalmente do salão, nos restaurante lançados nos últimos anos. O conceito bom e barato ganhou espaço, mas o produto final da cozinha se manteve fiel ao sabor e à qualidade.

Esta é uma tendência que amplia o mercado potencial dos restaurantes. Ela abre espaço para conquista de consumidores que hoje consomem nas casas de fast casual e casual dining, e me atrevo a pensar que podemos conquistar clientes até mesmo das hamburguerias.

Quando vemos um menu completo com entrada, prato principal e sobremesa por R$ 43,50, como é oferecido pelo Petí Gastronomia, isto fica mais claro. Me permita uma simples comparação: um jovem vai ao Bullguer, uma das melhores hamburguerias da cidade de São Paulo, e se ele pedir o hambúrguer de menor preço, a menor porção de fritas e a sobremesa mais barata ele vai gastar R$ 32,00, uma diferença de R$ 11,50 entre os dois pedidos

Esta não é uma diferença pequena, mas lembre que optei pela análise da hamburgueria. Se olharmos para fast casual e do casual dining, as distâncias serão ainda menores. Entenda que, se pensarmos na oferta do Petí, não é difícil imaginar ser possível a conquista do consumo deste jovem em pelo menos dois finais de semana por mês.

Os conceitos de faixa de preço

O Guia da Folha trabalha com 5 faixas de preços, usando o cifrão como referência. Gosto da amplitude das opções, e entendo que nos dá uma boa noção da oferta em São Paulo hoje:

$ preços até R$ 70,00

$$ preços de R$ 70,01 até R$ 90,00

$$$ preços de 90,01 até R$ 110,00

$$$$ preços de R$ 110,00 até R$ 150,00

$$$$$ preços acima de R$ 150,00

É exatamente na faixa de preços até R$ 70,00 que temos esta movimentação de novas casas, e são elas quem podem prestar um grande trabalho à alta gastronomia.

As opções para compartilhar dos cardápios

É nesta mesma tendência que os pratos para compartilhar ganham força. No Lilu, de André Mifano, que o Guia da Folha classifica como $$, preços entre R$ 70,00 e R$ 190,00, portanto um pouco acima do que estamos tratando, mas esta opção de compartilhar é um grande atrativo.

Compartilhando, o consumidor conhece mais do cardápio e acaba sendo conquistado para voltar e escolher algo que aprecie mais. Numa única visita, a percepção da casa é mais completa.

A grande questão, na verdade, é definir o que é um preço acessível. Quando falamos bom e barato, estamos gerando duas variáveis de interpretação e, portanto, cabe uma ponderação. Podemos dizer que algo é muito barato, portanto fica também bom, ou algo é muito bom e acaba ficando barato.

O preço como fator principal de decisão

Para simplificar a questão, o preço nominal é o fator determinante de fato. É ele quem determina a escolha do consumidor.

Hoje temos boa demanda para propostas de cardápio até R$ 70, e estou certo que o crescimento desta oferta é algo muito importante para o aumento do público dos restaurantes.

O consumidor que experimenta estas novas casas está sendo orientado a buscar mais qualidade em suas escolhas. Os ambientes mais informais são mais atrativos, os pratos para compartilhar estimulam as escolhas, mas é o preço que, de fato, garante o retorno deste comensal.

O bom e barato também é algo que precisa ser ensinado, mas já estamos seguindo num bom caminho.

Novidades do mercado

A segunda unidade do Petí Panamericana de Vitor Dimitrow

Ainda não completou um mês da abertura da primeira casa na Escola Panamericana de Arte em Higienópolis. E a segunda unidade já tem previsão de inauguração.

O segundo Petí Panamericana, na filial da escola na Rua Groelândia, próximo do parque Ibirapuera, deve ser inaugurado em agosto.

O projeto é uma parceira de Vitor Dimitrow com a Escola Panamericana de Arte.

 

Hamburgueria 1903 em São Paulo será inaugurada em agosto

A primeira filial da hamburgueria oficial do Grêmio ganha sua primeira unidade fora de Porto Alegre.

O novo ponto será inaugurado num Food Park que fica na Avenida Faria Lima com a Rua Chipre no mês de agosto.

Também neste espaço será inaugurada a primeira loja expressa da Cantina Palestra. Os dois projetos são da Sportfood.

 

A sétima loja do Aoyama em Pinheiros

Sétima loja da rede de restaurantes que foi lançada em 1997 pela família Nagai, que atuava no mercado de pescados há mais de 40 anos, não é uma novidade desta semana, mas é nosso destaque pela localização e pelo crescimento do grupo.

A casa aproveitou um ponto que antes pertencia a um bar, que foi totalmente adaptado. Destaque para a fachada de vidro que dá grande visibilidade e destaque ao salão do restaurante.

O endereço fica na região que agora chamamos de baixo pinheiros e que vem se consolidando com um dos novos polos de gastronomia da cidade de São Paulo.

Escolhido no Melhor de São Paulo da Folha, na avaliação do Datafolha como a melhor restaurante japonês, a rede Aoyama impressiona pelo volume de casas, impulsionada por sua proposta de serviço. A casa foi uma das pioneiras a oferecer rodízio completo de culinária japonesa em São Paulo.

Notícias em destaque na semana

Dos mesmos donos do sóbrio Tre Bicchieri, Etto nasce mais rústico e sem firulas

A Folha de São Pauloa avaliou o ETTO, um projeto mais casual de Cid Simão e Rodrigo Queiroz, dois dos sócios do Tre Bicchieri e TreJK, estes dedicados a uma cozinha italiana requintada de preços altos. Tem um cardápio de opções apresentadas de R$ 42 a R$ 68.

Você pode ler a matéria na íntegra no site do jornal

http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2017/07/1897190-dos-mesmos-donos-do-sobrio-tre-bicchieri-etto-nasce-mais-rustico-e-sem-firulas.shtml

Quentinha SA: nas ruas do Rio em crise , o jeito é empreender

Matéria no site da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios aponta resultados do desemprego. A crise econômica tem feito muitos brasileiros buscarem na velha e boa quentinha a solução para o desemprego. Desde o ano passado, quem circula pelos principais bairros do Rio já notou o aumento da oferta de marmitas a cada esquina.

Você pode ler a matéria na íntegra no site da revista:

http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/07/venda-de-quentinha-vira-solucao-para-desemprego-nas-ruas-do-rio.html

Como passar empresas de uma geração para outra

O Jornal Folha de São Paulo publicou versão da matéria original do jornal The New York Times sobre a difícil tarefa da sucessão nas empresas.

Yuta Suzuki estava estudando finanças e queria trabalhar em um banco de investimentos. Foi quando seu pai o chamou para conversar. “Ele estava sério. Disse que sabia que eu era bom em matemática e precisava de ajuda para resolver um pequeno problema”, afirma Suzuki, 37.

Seu pai era chefe de cozinha e sócio do restaurante Sushi Zen, que tem mais de 30 anos de história na região central de Manhatan.

Você pode ler a matéria na íntegra no site do jornal:

http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/negocios/2017/07/1897560-como-passar-um-negocio-de-uma-geracao-para-outra.shtml

 

Reginaldo Andrade

randrade@infood.com.br

A coluna Restaurant Man traz as principais notícias da semana 27 (3/7 a 9/7 de 2017), um resumo do que foi noticiado nos principais jornais e revistas e do que foi apurado por nossa equipe

 



            

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Restaurantes devem ter um vinho da casa?

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