Somos um país com uma complexa legislação criada por criativos políticos que comprometem o desenvolvimento do mercado gastronômico brasileiro. E a burocracia no Brasil impede que se abra um restaurante ou um negócio gastronômico em menos de seis meses.

Nesta última semana, conversando com um empresário, descubro que seu restaurante deveria ter ficado pronto em 3 meses mas, infelizmente, ele só conseguiu fazer isto em 7 meses. Sei que alguns dirão que isto é natural no Brasil, mas entendo que não podemos nos conformar com esta ineficiência.

O custo da ineficiência

Compute os gastos de 4 meses extras para inaugurar uma casa. Pense só em aluguel e salário da equipe. Pense quanto dinheiro uma casa como esta está desperdiçando. Na verdade, se olharmos com uma visão financeira, podemos entender que estamos de fato comprometendo o capital de giro desta operação.

Em entrevista à Infood, Gabriel Matteuzzi falou sobre os problemas com seu primeiro restaurante: “A abertura da casa teve 8 meses de atraso por questões burocráticas de documentação que não saiam, o que acabou marcando muito o restaurante, porque abrimos a casa com o dinheiro justo para encher a geladeira e a adega. E, obviamente, para um negócio, isso é muito ruim”.

Este é o reflexo de muito negócios abertos no país. Tal como aconteceu com Gabriel em seu primeiro negócio, muitos empreendimentos já nascem com problemas, e acabam tendo insucesso em suas operações.

Não queremos ajuda, queremos eficiência

Não estamos pedindo ajuda, nem mesmo que o governo tenha uma cuidado especial pelo setor. Entendemos que todo o novo negócio precisa ser priorizado, pois são as novas operações que ampliam as receitas em nosso país.

Precisamos que alguém tenha coragem de rever toda a burocracia que caracteriza o estado brasileiro. Não é possível que seja tão complicado abrir um restaurante ou um negócio de gastronomia  em nosso país. Isto não pode ser tão complexo.

O dilema do custo Brasil

Infelizmente, o que não percebemos é que toda esta carga extra de despesas acaba entrando no custo das operações brasileiras. E talvez seja este um dos principais compostos para termos um nível de mortandade tão elevado em nossos negócios.

E, fique seguro que negócios mal sucedidos acabam deixando dívidas e desempregados – tudo o que não precisamos em nossa frágil economia.

Quem empreende paga imposto e gera empregos e, portanto, movimenta a economia. Novos restaurantes e novos  negócios gastronômicos é o que precisamos para movimentar a economia de uma cidade, mas parece que não é bem assim que pensam nossos governantes.

Nossa tendência de burocratizar os processos

Aprendi com Paulo Solmucci Jr, presidente executivo da Abrasel,  que nós brasileiros devemos ter um DNA diferente do restante do mundo. Pois é só no Brasil que uma pessoa que lida com dinheiro não pode servir alimentos. Em todo o restante do mundo, você pode realizar as duas funções. Mas, no Brasil, a legislação impede que um funcionário que atue no caixa possa servir o salão ou entregar comida aos clientes.

O engraçado é que estes criativos legisladores, quando vão passear de férias na Europa, talvez não percebam que nos restaurantes em que visitam, em geral, há apenas 2 funcionários. E um deles, que comanda o salão da casa, também é o responsável por servir toda comida. E, além disso, acumula o trabalho de limpeza das mesas e atendimento dos clientes e, por fim, é ele quem cobra as contas e recebe o dinheiro.

Precisamos de mais agilidade

Não queremos ajuda para o setor, pois de fato não precisamos. Nosso mercado aprendeu a driblar toda a criatividade de nossa legislação, mas entendemos que reduzir o tempo de abertura dos negócios no país é prioritário para gerar renda e ampliar a oferta de empregos.

Fica o apelo para todos os prefeitos recém empossados em seus cargos. Quem sabe vocês consigam deixar um legado de agilidade, repensando este modelo doente, burocrático, que compromete o sucesso das operações em nosso país e ainda estimula a corrupção.

Novidades do mercado

Cozinha Masri

Em um container no recém inaugurado Faria Lima Blocks, o sírio Hatem Masri comanda a cozinha do pequeno empreendimento que oferece pratos por R$ 32 a R$ 35 e boas opções de porções. É mais um profissional que encontrou no nosso país uma oportunidade de empreender.

Destaque no cardápio: as especialidades da casa são as Shawarmas de R$ 18 a R$ 20. O tradicional sanduíche do oriente médio, no Masri, são uma receita síria original e são oferecidos tanto em versão salgada com doce e pode ser servido no prato com batata fritas e um tipo de salada por R$ 35.

Av. Brigadeiro Faria Lima, 4433 – Faria Lima Blocks – Container 12 – São Paulo

facebook – https://www.facebook.com/Cozinha-Masri-501534513518868/

Shawarma no prato com batata fritas e  salada

Holy Nuts Café

O caderno Paladar do jornal O Estado de São Paulo destacou a nova cafeteria da Vila Madalena das sócias Manoela Braghini e Luiza Vortmann. 

A casa explora o uso das castanhas para servir café da manhã o dia todo.

Rua Inácio Pereira da Rocha, 246 – Pinheiros – São Paulo

Facebook – https://www.facebook.com/holynutscafe/

site – http://holynutscafe.com.br/

Você pode ler a matéria no site do jornal:

http://paladar.estadao.com.br/noticias/comida,casa-dedicada-as-castanhas-abre-as-portas-na-vila-madalena,70001921432

Souk Burger

Renata Mesquita escreveu para o caderno Paladar do jornal O Estado de São Paulo sobre a nova hamburgueria da cidade, aberta em Pinheiros. No lugar dos discos de carne passados na chapa ou grelha, o que surge entre as fatias de pão são especialidades do Oriente Médio.

Rua Mateus Grou, 182 – Pinheiros – São Paulo

Facebook – https://www.facebook.com/soukburger/

site – http://www.soukburger.com.br/

Você pode ler a matéria no site do jornal: http://paladar.estadao.com.br/noticias/restaurante-e-bares,burgers-com-sotaque-do-oriente,70001921462

 

Notícias em destaque na semana

Os 5 Cinco Garfinhos da 15ª edição do Guia Rio Show

Em seu novo formato, o Guia Rio Show passou a avaliar um número maior de negócios gastronômicos na cidade do Rio de Janeiro. A tradicional cotação dos garfinhod da publicação avalia as casas com a seguinte referência:

5 garfinhos –  excelente, 4 garfinhos – muito bom, 3 garfinhos – bom, 2 garfinhos – razoável e 1 garfinho – ruim

Nesta edição, a lista de 200 endereços da cidade, que foi analisada pelo 13 jurados escolhidos pela publicação, concedeu a avaliação máxima de 5 garfinhos para 8 casas. Conheça os 8 melhores negócios gastronômicos da cidade do Rio de Janeiro:

Restaurante Gero – Rogério Fasano  Grupo Fasano

Restaurante ShisoMiriam Moriyama

Restaurante OroFelipe Bronze

Restaurante LasaiRafael Costa e Silva

Restaurante Fasano Al MarePaolo Lavezzini

Restaurante MeeKen Hom (consultor)

Restaurante NagaRaul Ono – grupo Nagayama

Bar NossoBruno Katz  e mixologista Tai Barbin

Hot-pork deve ser o novo negócio de Jefferson Rueda

Rueda acaba de lançar o hot-pork, o cachorro quente da Casa do Porco, um sanduíche que exigiu grande investimento em pesquisa e maquinário.

A salsicha é produzida no restaurante sem nenhum conservante e deve se transformar em um novo negócio. Segundo matéria de Isabellle Moreira Lima para o caderno Paladar do jornal  O Estado de São Paulo, a nova casa será aberta no dia 25 de janeiro do próximo ano, próximo da Casa do Porco, na Rua Epitácio Pessoa 94.

Você pode ler a matéria no site do jornal:http://paladar.estadao.com.br/noticias/comida,na-casa-do-porco-cachorro-quente-e-hot-pork,70001921568

As boias-quentes

Em matéria de Anna Rangel no Jornal Folha de São Paulo temos contato com  a pesquisa que diz que 40% dos funcionários brasileiros almoçam em menos de meia hora. O intervalo é vital para saúde e desempenho.

A pesquisa feita pela empresa de benefícios Edenred investigou hábitos de 2.500 trabalhadores em 14 países. Os dados brasileiros podem parecer ruins, mas nos Estados Unidos, 64% dos que saem para almoçar voltam ao trabalho em menos de 30 minutos, também segundo o estudo.

 

Você pode ler a matéria no site do jornal:

http://www1.folha.uol.com.br/sobretudo/carreiras/2017/07/1905243-pesquisa-aponta-que-40-dos-brasileiros-almocam-em-menos-de-meia-hora.shtml

Leite orgânico ganha espaço entre os grandes e os pequenos

Em matéria de Everton Lopes Batista para o jornal Folha de São Paulo, conhecemos que a produção exige pasto livre de pesticidas, ração especial e práticas de bem-estar animal.

É um novo mercado no Brasil que cresce e convence de pequenos produtores a grandes produtores como a Nestlé.

Você pode ler a matéria no site do jornal:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/07/1905175-leite-organico-ganha-espaco-entre-os-grandes-e-os-pequenos-produtores.shtml

Boa leitura

A 15ª Edição do Guia Rio Show Gastronomia

A publicação muda o método de avaliação e agora dá cotação para 200 estabelecimentos da cidade do Rio e Janeiro.

A edição aposta numa avaliação muito mais rigorosa analisando casa por casa para um julgamento ainda mais aprofundado. Um ganho para o leitor, que passa a ter um guia muito mais completo, e um ganho para o mercado, que passa a ter uma melhor referência sobre a oferta gastronômica do Rio de Janeiro.

O resultado aponta a experiência de mais de duas décadas do jornal O Globo, que permitiu chegar em 200 endereços. Um bom olhar da melhor oferta gastronômica da cidade do Rio de Janeiro.

O caderno circulou com o jornal O Globo de Sábado, mas você ver a cobertura do evento no link abaixo:

https://oglobo.globo.com/rio/rio-gastronomia/2017/noite-de-gala-para-gastronomia-carioca-21667185

 

Reginaldo Andrade

randrade@infood.com.br

A coluna Restaurant Man traz as principais notícias da semana 29 (31/7 a 6/8 de 2017), um resumo do que foi noticiado nos principais jornais e revistas e do que foi apurado por nossa equipe

 

 

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