Para falar de marketing de experiência, vou usar o exemplo do Bar Quintana, um projeto com um forte conceito da Companhia de Gastronomia e Cultura. Quando se pensa em experiência, o primeiro detalhe a se levar em conta num projeto são as referências do consumidor que queremos conquistar.

Quando pensamos na criação de uma experiência, nós trabalhamos com a emoção de nossos clientes. Para gerar o engajamento, precisamos que exista um reconhecimento, uma autenticidade. Todos os projetos que conheço que trabalham bem o conceito ‘experiência’ são fundamentados em um forte trabalho de pesquisa e criação.

Marcos Livi, da Companhia de Gastronomia e Cultura

Resolvi usar o Quintana com exemplo, mas os projetos de Marcos Livi da Companhia de Gastronomia e Cultura têm muito desta experiência. Já falamos, em outra coluna, da Napoli Centrale, e poderíamos falar do Bar Veríssimo, mas preferi escolher o Quintana pelo seu trabalho de resgate da gastronomia dos estados do sul.

Como criamos um conceito

Para pensar num conceito, precisamos conhecer a história. Precisamos de pesquisa e de muito conhecimento do público que queremos conquistar. E isto quem me ensinou foi o Marcos, em uma palestra feita num encontro do Sebrae/RJ em Volta Redonda: “Nós esquecemos nossa história, não pesquisamos, não estudamos o comportamento das pessoas e dos grupos. É comum irmos direto ao ingrediente e para a técnica.  O foco está tão no ingrediente que esquecemos do principal da experiência do consumidor.”

Marcos Livi é um craque em contar histórias de suas casas. Ele tem um cuidado com a pesquisa que fica muito evidente em alguns de seus projetos. Hoje, a Companhia de Gastronomia e Cultura trabalha com os bares: Veríssimo, Quintana e Botica, a pizzaria Napoli Centrale, a padaria e empório Officina e o Bioma Pampa, no mercado de Pinheiros, em São Paulo, vendendo ingredientes do sul do país.

Como começamos a contar uma história

Para a maioria das pessoas, a única referência direta da cozinha do sul do país é o churrasco. Por isso era importante realizar uma forte pequisa: “Eu achava que a cozinha do sul era uma cozinha pobre. Eu também só me lembrava do churrasco. Pesquisei muito. Só o Paraná me fez enlouquecer, e foi assim com Santa Catarina e na minha terra, no Rio Grande do Sul. Eu não queria fazer um bar caricato”, explica Marcos.

No projeto da cozinha do sul, nada foi criado, é um trabalho de resgaste. Foi apenas feita uma leitura para o atual momento, de como as pessoas querem comer nos dias de hoje. Este cuidado pode parecer simples, mas é fundamental quando se pensa em uma gastronomia elaborada.

A cozinha do Sul

Definido o produto, o conceito dos pratos da casa. A cozinha dos três estados do sul, resultado da colonização que influenciou estas regiões. Seguem alguns exemplos:

O marreco recheado de Santa Catarina
Bolinho de arroz doce, recheado de mumu (doce de leite) servido com sorvete de chimarrão
sorvetes de nata, doce de leite, butiá e chimarrão

Surge o Bar Quintana

A partir da pesquisa da cozinha e do sucesso do Bar Veríssimo, que homenageia Luis Fernando Veríssimo, surgiu a ideia de homenagear Mário Quintana.

Mário Quintana

O conceito da marca surge em função do poema “do contra”, escrito na última tentativa de Mário Quintana de entrar para a Academia Brasileira de Letras. Infelizmente, Mário Quintana não entrou na Academia, mas devo dizer que, neste caso, o azar foi todo da academia.

Poeminha do Contra

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!

A partir do poema, foi criado o logo com o Q de Quintana e o passarinho. O bar foi inaugurado em 2013, mas em seu logo você pode ver a expressão deste 1906, pois é considerado o ano de nascimento do poeta.

A marca do bar Quintana

Arquitetura do bar

O projeto feito com um arquiteto, busca o aconchego e os elementos do sul. É um bar dedicado à palavra, mas que também traz elementos antigos e a informalidade.

Buscando materiais de reuso, a beleza do imperfeito, foram utilizadas portas que foram largadas e abandonadas no ferro velho. Nas paredes não existe tinta, e foram usados azulejos portugueses. Um grande caça-palavras gigante demonstra o cuidado com a palavra e a obra de Mário Quintana.

Bar Quintana

Rua Olavo Bilac  nº57 – Vila Sofia – São Paulo
site – http://www.quintana.bar/
facebook – https://www.facebook.com/quintanabar/

 

Novidades

Novo projeto de Thiago Bañares do TAN TAN Noodles BAR

A partir do sucesso do projeto do Tan Tan Noodles Bar, Thiago Bañares já se prepara para um novo projeto. O conceito e a ideia ainda são segredos, mas apuramos que o ponto comercial já foi definido.

Thiago trabalha agora no projeto, que tem como planejamento, a inauguração no primeiro semestre de 2018. Por enquanto, quem quiser conhecer seu trabalho pode conferir no TAN TAN.

Rua Fradique Coutinho, 153

Site –  http://www.tantannb.com.br/

Facebook – https://www.facebook.com/tantannoodle/

Mondo, a nova casa de Salvatore Loi, inaugura em 24/10

Mondo é o novo restaurante de Salvatore Loi, nos Jardins, mais precisamente na Rua Oscar Freire, número 30. A casa está na fase final de acabamento, e deve ter sua inauguração confirmada no dia 24/10.

A casa combina restaurante e empório, e o projeto prevê filiais em São Paulo e outras capitais.

 

Restaurante Mondo

Rua Oscar Freire, 30

Fachada do restaurante na Rua Oscar Freire
Detalhe do interior do restaurante ainda em acabamento

Rudá leva cozinha contemporânea para Mooca

Renata Mesquista escreve no Jornal O Estado de São Paulo sobre o restaurante Rudá, que abriu as portas no dia 19/10 na Móoca. Comandam a casa Daniela Lopes e o TatáJosé Américo Crippa Filho (Cadillac Burguer). Para ajudar na cozinha, foi contratada a chef consultora Patrícia Leite.

Restaurante Rudá

Rua Guaimbé, 743 – Mooca – São Paulo

site – http://rudarestaurante.com.br/

facebook – https://www.facebook.com/rudarestaurantebar/

Para ler a matéria completa acesse:  http://paladar.estadao.com.br/noticias/restaurante-e-bares,ruda-leva-cozinha-contemporanea-para-mooca,70002051370

Notícias

Robô que faz saladas promete eliminar germes, mas vira ameaça ao emprego

A Folha de São Paulo reproduz matéria do New York Times: os bufês de saladas são imãs para bactérias e vírus. Mesmo que os brotos e o molho para saladas não estejam contaminados, os talheres usados para servir as saladas podem estar.

A Chowbotics, star-up do Vale do Silício, desenvolveu o que descreve como uma solução para o problema. Seu aparelho chamado Sally the Salad Robot tem por objetivo reduzir o risco de doenças transmitidas por alimentos, ao preparar saladas com legumes e verduras pré-cortados e armazenados em cartuchos refrigerados.

Para continuar lendo acesse o site do jornal: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/10/1927149-robo-que-faz-saladas-promete-eliminar-germes-mas-vira-ameaca-ao-emprego.shtml

 

 

Reginaldo Andrade

randrade@infood.com.br

A coluna Restaurant Man traz as principais notícias da semana 42  (16/10 a 22/10 de 2017), um resumo do que foi noticiado nos principais jornais e revistas e do que foi apurado por nossa equipe

 

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Restaurantes devem ter um vinho da casa?

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