Uma semana após o encerramento do Taste of São Paulo 2017, conversamos com Francisco Mattos, Head of Project na IMM Esporte e Entretenimento, responsável pelo projeto, para avaliar o sucesso do evento e o futuro da plataforma de entretenimento.

Os primeiros números dão conta de que passaram 21 mil pessoas nos quatro dia do evento, e que um total de 108 mil pratos foram vendidos. Comparativamente, tivemos um crescimento de mais de 30% do público visitante em relação à primeira edição do evento.

Francisco Mattos, Head of Project IMM Esporte e Entretenimento

Mattos aponta os bons resultados e estima que o sucesso da atração só deve crescer nos próximos anos, ampliando sua visibilidade: “O Taste of São Paulo caminha para ser, no prazo de cinco ano, o maior evento de gastronomia do mundo”.

Ampliando o conhecimento das casas

No primeiro dia do evento, em uma das aulas, Carlos Bartolazzi do Zena perguntou quem já tinha experimentado o gnocchi Zena, e poucas mãos se levantaram no auditório.  O chef explicou que isto era um bom sinal, pois eles servem 6 mil pessoas por mês no restaurante, e mesmo assim, ainda existe muita gente que ainda não experimentou o prato que deu impulso à casa.

Com 108 mil pratos vendidos, o Taste permite um maior conhecimento das casas, e ainda garante que o consumidor possa experimentar sem medo. Com explica Francisco Mattos: “Até quem trabalha consegue aproveitar, pois entre quatro horas e meia das sessões, ainda é possível trabalhar quatro horas e reservar meia hora para conseguir aproveitar um pouquinho. Não tem como não aproveitar. É muita opção boa, muita comida boa, não dá para deixar passar.”

Vista área do Taste of São Paulo edição 2017

Uma integração entre as casas

O evento também gera uma interação entre os profissionais do setor, uma oportunidade única, como nos conta Gustavo Toledo, coordenador do curso de gastronomia da Estácio, e um dos patrocinadores do evento: “Não tem nada igual ao Taste of São Paulo. O evento é uma oportunidade ímpar.  Raramente um chef de cozinha sai para experimentar a cozinha de outros colegas, algo muito comum aqui. Vocês não conseguem ver, mas entre as sessões existe muita troca de comida nos bastidores. E não só os chefs de cozinha, os próprios cozinheiros. Uma troca muito grande, algo que não é o principal objetivo do evento, mas que permite uma experiência para profissionais muito rara.

Gustavo Toledo em uma das aulas oferecidas no evento

Infra estrutura montada

Este ano, a organização conseguiu ampliar as áreas das cozinhas dando maior espaço para que as casas pudessem trabalhar no serviço. Gustavo Rozzino, do restaurante Ton Ton, nos dá uma ideia da evolução: “Tivemos que contratar funcionários especificamente para o evento, pois temos que manter a operação da casa aberta, e passamos a ter uma nova casa por 4 dias. Buscamos profissionais que já trabalharam conosco e pessoas de nossa confiança, mas o fundamental é o trabalho de pré-preparo que já adianta boa parte do trabalho e permite que utilizemos as cozinhas montadas no evento para a finalização dos pratos.”

Gustavo também nos mostrou a infra-estrutura do evento e nos falou do suporte: “O espaço para as cozinhas é muito bem montado, com um bom espaço e muita qualidade nas instalações. Eu não participei no primeiro ano, mas o espaço é muito bom.

Espaço da cozinha do restaurante Ton Ton no Taste of São Paulo
Finalização de um prato do restaurante Ton Ton no evento
Equipe montada por Gustavo Rozzino para o evento Taste of São Paulo

O futuro do Taste of São Paulo

O evento já faz parte do calendário gastronômico da cidade de São Paulo: “O Taste São Paulo está consolidado, estamos no segundo ano e o projeto já é um caso de sucesso“, afirma Mattos.

O evento caminha para ser uma das maiores edições do mundo no seu formato: “O Taste é um evento que acontece em mais de 20 cidade, com mais de 15 anos de história desde o início das operações do Taste of London, e São Paulo caminha para ser, no prazo de cinco ano, o maior evento de gastronomia do mundo”, continua Mattos.

Existe a possibilidade de novas edições do Taste pelo Brasil, segundo Mattos: “Temos planos de pensar em outras praças no médio e no longo prazo. Temos espaço para abrir em outras cidades do Brasil, em função da diversidade de nossa gastronomia e de sua evolução em várias praças. É uma possibilidade e talvez possa até ocorrer num curto prazo.”

 

 

Por Redação

Fotos: Fernanda Moura

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