Victor Dimitrow, de 27 anos, é um cozinheiro paulistano à frente hoje de 3 casas na capital de São Paulo. E abre uma nova série do site Infood, um conjunto de entrevistas curtas que busca identificar o leva o jovem profissional para dentro da cozinha.

Um caminho orgânico

Victor conta que com ele, foi tudo muito meio orgânico. “Muita gente da minha família cozinhava. Minha avó cozinhava, meu pai cozinhava, aquele tradicional clichê. Mas meus pais sempre gostaram  também de comer fora, e de comer bem“. E é isto que mais o influenciou, muito mais do que ficar cozinhando na casa de sua avó.

Desde pequeno, Victor cresceu frequentando restaurantes. De todos os tipos: alguns mais formais, outros mais informais. “Se tinha boa comida, eles iam atrás. Eu me acostumei a comer fora. Na França, eles são acostumados a comer fora, por isso a cultura gastronômica lá é tão forte. Meus pais sempre estavam querendo conhecer comidas, experimentar coisas novas, conhecer restaurantes.

Victor no Taste Of São Paulo de 2017, dando aulas numa ação do Pão de Açúcar

O despertar para a profissão

O jovem Victor começa a entender o negócio restaurante: “Uma das primeiras casas que me influenciou não tinha uma proposta de alta gastronomia. Era um bistrô que, na época, estava fazendo uma gastronomia legal, trazendo muita coisa de fora. Meu mais iam lá algumas vezes, e comecei a observar o trabalho dos garçons, a movimentação da cozinha. Isto me fascinava. Eu fui pegando a atmosfera. Foi assim, muito mais do que cozinhar com alguém, que fui me interessando pela gastronomia.

Victor comanda hoje 3 restaurante com a marca Petí Gastronomia

A busca por informação

Com 10 para 11 anos, começou a ir atrás de mais informação, e comprou seu primeiro livro. Ele leu o livro da Roberta Sudbrack, “Uma chef, Um Palácio.”Eu me apaixonei e comecei a fazer todas as receitas. Depois comprei livros da Le Cordon Bleu. Eu já tinha estes livros desde os 11 anos.”

O primeiro livro “Uma Chef, Um Palácio” de Roberta Sudbrack

A partir de então, ele se transformou no cozinheiro da família. No Natal, era ele quem cozinhava, e na Páscoa também. Em todos os encontros da família, ele assumia o comando da cozinha. “Eu não deixava ninguém tocar. Isto me treinou muito, pois eu buscava novas receitas. Por mais que meus pais cozinhassem, eles não cozinhavam desse jeito, com diferentes receitas e para grandes quantidades. Comecei a fazer deste jeito e acabei gerando uma economia para minha família, apesar da louça bagunçada que eu deixava.”

Para Victor Dimitrow, o que move a carreira é a paixão. “Essa profissão, de cozinheiro, é algo que você tem que gostar muito. Não é fácil. É quente, é pesado, são muitas horas de trabalho. Você precisa estar muito envolvido. Os horários em geral são muito ruins, não temos sábado, não temos fim de semana.

O chef com uma das equipes das casas

Peti Gastronomia

Rua Cotoxó, 110 – Pompeia – São Paulo / SP – (11) 3873-0099

Peti Panamericana

Avenida Angélica, 1900 – Higienópolis – São Paulo / SP
Rua Groenlândia, 77 – Jardim Paulista – São Paulo / SP
https://www.petirestaurante.com.br/
https://www.facebook.com/restaurantepeti
https://www.instagram.com/victordimitrow/

Participe também!

Nos envie seu texto explicando o que foi que te levou para cozinha e fotos suas. Os melhores textos poderão ser divulgados aqui no site INFOOD. Faça como Victor Dimitrow e conte sua história.

 

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Os cuidados antes da abertura do seu restaurante

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