Pelo segundo ano seguido, a Infood consultou chefs de cozinha experientes do mercado em busca de nomes que devem brilhar na gastronomia brasileira ao longo de 2018. Nesta edição da lista, a novidade é que ela não se concentra apenas em jovens talentos: os profissionais ouvidos também apontaram cozinheiros que já têm um bom tempo de atuação, mas devem despertar bastante atenção.

Para montar a lista, Alex Atala, Emmanuel Bassoleil, Mara Salles, Rodrigo Oliveira e Felipe Bronze indicaram nomes que vêm se destacando no mercado.

O rol de cozinheiros conta com nomes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo e Paraíba. Pela primeira vez, a lista traz dois chefs estrangeiros, que desenvolveram sua carreira no Brasil.

Os nomes de Alex Atala

O premiado Alex Atala, do grupo D.O.M., relatou sua opinião: “A grande força do Brasil não é ter um grande chef, mas muitos bons chefs. Temos muitos jovens chefs que fazem trabalhos incríveis hoje e, ainda assim, refletem apenas uma parte de uma nova geração de cozinheiros talentosos que temos em nosso país e da qual eu sou fã. São mensageiros de suas regiões e embaixadores de uma marca chamada Brasil. Por isso devem ser incentivados. São os representantes da cultura e merecem ser não só apoiados pela mídia, por nós, profissionais do ramo, mas fundamentalmente pelo governo do estado e da federação. Vou citar três nomes para exemplificar, mas, repito, há muitos outros espelhados por este Brasil. Dois deles estão fora do eixo Rio-SP, que são a Manu Buffara (do Manu), de Curitiba, e a Bárbara Verzola e o Pablo Pavón (do Soeta), em Vitória. No Rio Janeiro temos o Rafael Costa e Silva (do Lasai).”

Manu Buffara é jornalista de profissão, mas foi na gastronomia que encontrou sua carreira. Em Curitiba, formou-se em hotelaria, chef de cuisine e restaurateur. Trabalhou em restaurantes europeus consagrados: Ristorante da Vittorio e Ristorante Guido, o dinamarquês Noma e o americano Alinea. Desde 2011, comanda o Manu em Curitiba.

Bárbara Verzola e o Pablo Pavón comandam o restaurante Soeta. O nome de Bárbara foi apontado pela segunda vez seguida na lista.

Rafael Costa e Silva, o chef à frente do restaurante carioca Lasai, também é nome constante nas matérias da Infood. O Lasai é o restaurante carioca mais bem colocado nos rankings internacionais e foi o restaurante do ano do Prêmio Infood em 2016.

Os nomes de Mara Salles

A cozinheira Mara Salles, à frente do restaurante Tordesilhas por quase 28 anos, declarou:  “Felizmente, hoje tem muita gente boa despontando na cozinha brasileira, tornando-a cada dia mais madura, mais fortalecida. Estes jovens chefs entendem melhor o seu papel na sociedade, desejam e trabalham para um mundo melhor além de trazer uma enorme contribuição para a cadeia alimentar. São mais antenados, menos gananciosos, mais técnicos e menos pirotécnicos. Poderia citar apenas alguns: Onildo Rocha, Marcelo Correa Bastos, Luciano Nardelli, Manu Bufara e Dagoberto Torres.”

Onildo Rocha é paraibano e está à frente do Grupo Roccia, comandando o restaurante Cozinha Roccia, em Tambaú, o Buffet Casa Roccia e o QR Concept assessoria de eventos. O cozinheiro passou pela escola de Artes Culinárias do chef Laurent Suaudeau e fez o curso de gastronomia da Universidade Anhembi-Morumbi.

 

Depois de consolidar o restaurante Jiquitaia, Marcelo Correa Bastos lançou o café Vista no ano passado e acaba de inaugurar seu novo projeto, o Restaurante Vista.

O  chef argentino Luciano Nardelli é natural de Córdoba. Depois de uma temporada na Itália e na Espanha, veio para São Paulo, passando pelo D.O.M. e pelo bar Riviera. Em 2015 se associou ao arquiteto Carlos Verna e lançou a Carlos Pizza na Vila Madalena.

O chef colombiano Dagoberto Torres comandou a cozinha do Suri Bar, depois de despontar com estagiário na cozinha do D.O.M. Atualmente comanda o Baru Marisqueria em São Paulo, que foi inaugurado este ano.

Os nomes de Emmanuel Bassoleil

Emmanuel Bassoleil, respeitado chef francês que comanda há 17 anos o restaurante Skye diz: aponto alguns nomes de chefs que acompanho e acredito que têm muito talento: “Lenin Palhano, de Curitiba (restaurante Nomade) e Paulo Shin, de São Paulo (restaurante Komah) “.

Lenin Palhano comanda a cozinha do restaurante Nômade, um dos grandes destaques do hotel butique Nomaa de Curitiba. Natural de Jataizinho, o jovem chef cresceu em Londrina, seguindo depois para Curitiba com objetivo de concluir sua faculdade de turismo. Estagiou no carioca Lasai, de Rafael Costa e Silva, no paulistano Mocotó, de Rodrigo Oliveira e no Epice, de Alberto Landgraf.

Paulo Shin formou-se em gastronomia pelo Senac-SP e percorreu o mundo para descobrir a sua relação com a culinária. Passou pelo D.O.M., Le Coq Hardy, Kinoshita e Sampô antes de montar o Komah, seu restaurante. A casa foi uma das revelações do mercado de São Paulo em 2017.

O nome de Rodrigo Oliveira

Rodrigo Oliveira, renomado cozinheiro do grupo Mocotó, destaca: “Gostaria de falar de um jovem confeiteiro, Alex Miyaki, que assumiu a confeitaria do Balaio, nosso novo restaurante na avenida Paulista. Ele tem 23 anos e é uma das promessas da confeitaria brasileira.”

 

Os nomes de Felipe Bronze

O carioca Felipe Bronze comanda o Oro e o Pipo, e é um dos chefs de maior presença na televisão brasileira, participando de diversos programas. Atento aos jovens talentos, ele vem aproveitando boa parte dos cozinheiros que se destacam no programa The Taste Brasil.

Felipe também aponta Paulo Shin: “Não sei se ainda é promessa, mas Paulo Shin faz hoje uma das comidas mais interessantes do Brasil. Acredito muito no talento da garotada. Tenho hoje uns quatro chefs que trabalham comigo que serão grandes muito em breve.”

Os nomes da Infood

A Infood também listou alguns nomes que devem fazer muito sucesso em 2018. Os dois primeiros foram escolhidos como cozinheiros revelação do Prêmio Infood de 2017.

João Diamante acaba de completar um ano à frente do restaurante Fazenda Culinária e é um nome que deve continuar se destacando.

Thiago Bañares é uma daquelas apostas sem risco. O jovem cozinheiro é um chef restaurateur e comanda o Tan Tan Noodle Bar, uma casa de grande sucesso em São Paulo em 2017.  Thiago se prepara para expandir seu negócio com a ampliação do atual espaço nos próximos meses.

Outro nome forte para continuar brilhando é o da jovem cozinheiro Cafira Foz. Ela ficou conhecida no mercado de São Paulo a partir do sucesso do seu restaurante Fitó. A casa, aberta no largo da Batata em Pinheiros, trouxe um novo olhar para a gastronomia nordestina.

Cafira Foz, cearense, mas criada no Estado do Piauí, se considera muito mais cozinheira que chef. Intuitiva e autodidata, ela aproveita as referências da cozinha de sua mãe e de sua avó.

Dois jovens talentos vem se destacando nas premiações internacionais: o da jovem confeiteira Letícia Cruz e de Luiz Filipe Souza.

Letícia Cruz trabalha no hotel Sofitel de Ipanema, com o chef Jérôme Dardillac. A jovem confeiteira será uma das representantes do Brasil na Coupe de Monde de la Pâtisserie em Lyon em 2019.

 

Luiz Filipe Souza comanda a cozinha do Evvai. Formado em Administração pela ESPM, decidiu estudar gastronomia para correr atrás de um antigo sonho. Trabalhou com o chef Salvatore Loi por 8 anos, que foi o seu mentor desde quando era estagiário no Fasano. Venceu a competição Nacional do Bocuse d’Or e acaba de classificar o Brasil com o 4º lugar na competição das Americas.

O último nome não é nenhuma surpresa. Com a inauguração do Oteque no Rio de Janeiro, Alberto Landgraf volta a comandar uma operação no Brasil. Depois do grande sucesso do Epice, que conquistou prêmios e a crítica especializada, o cozinheiro leva seu talento para o Rio de Janeiro.

Nascido em Cornélio Procópio no interior do Paraná, Alberto estudou gastronomia em Londres e trabalhou em alguns restaurantes ingleses. De volta ao Brasil, após rápida passagem por Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte decidiu abrir seu primeiro restaurante em São Paulo, o Epice. Acaba de inaugurar sua segunda casa, o restaurante Oteque em Botafogo, no Rio de Janeiro.

 

 

Por Redação

Fotos: Arquivo Infood e Divulgação

 

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