Gilson de Almeida é publicitário e até chegou a trabalhar em agência. Porém, em viagem para a Nova Zelândia, começou a desenvolver o gosto por cozinhar. Após fazer alguns cursos isolados de gastronomia e ganhar alguns prêmios amadores, Gilson resolveu fazer faculdade de gastronomia na Universidade Anhembi Morumbi. O início no novo ramo foi do zero, com Gilson sendo estagiário em restaurantes. Trabalhou nos Estados Unidos, em restaurantes na cidade de Nova York. E hoje trabalha com um novo modelo de hamburgueria.

A ideia de abrir o “Na Garagem – Hamburgueria Artesanal” não foi inspirada por um restaurante norte-americano em específico. Mas sim, por um conjunto de restaurantes e um modelo que já fazia sucesso nos EUA, com custos reduzidos, uma operação executada de maneira mais simples e em ambientes menores. 
Os 18 metros quadrados internos do “Na Garagem” trazem aspectos positivos e negativos para Gilson, proprietário único – ele não possui sócios – da hamburgueria. O cardápio enxuto foi uma opção devido ao espaço. E, embora o ambiente pequeno ofereça limites à expansão do cardápio, o balanço desses fatos é positivo. “Consigo repassar um preço acessível aos clientes” diz o dono.
Em sua última edição, a revista Veja São Paulo indicou o “Na Garagem” como uma das opções baratas para se comer na cidade. Gilson, no entanto, não sentiu muita diferença no movimento no último fim de semana. A grande diferença, segundo ele, ocorreu na primeira vez em que seu negócio saiu na mídia.
Para definir o “Na Garagem”, Gilson diz que se considera e ao mesmo tempo não se considera “street food”. Por um lado, ele diz que quem vende comida na rua não tem um lugar fixo – como trucks e trailers. Por outro, o “Na Garagem” – localizado na Rua Benjamim Egas, em Pinheiros – está muito ligado à rua. Rua, que, segundo Gilson, faz uma grande diferença, dando um toque informal e oferecendo a possibilidade de se ficar a céu aberto.
O “Na Garagem” utiliza descartáveis, como o pote em que vem a batata rústica e o prato do hambúrguer. O design do pote da batata foi, inclusive, desenhado por um amigo de Gilson. A opção pelo uso desse material se deu por causa do espaço e também pela redução de custos. O descartável é caro, mas, para ele, compensa o fato de não haver uma pessoa lavando pratos e ocupando também uma porção do lugar.
Para pequenos empresários, Gilson diz que é fundamental ter um plano de negócio, com um capital de giro. Gilson compra e estoca os seus produtos e não conta com nenhuma facilitação por parte de seus fornecedores. Há planos para uma futura expansão do negócio, mas tudo o que acontecer seguirá o formato atual.
Mesmo tendo contato com a alta gastronomia no início de sua carreira gastronômica, Gilson optou por trabalhar com hamburgueria. A escolha se deu pelo capital que ele tinha e devido ao seu gosto pelo hambúrguer.

 

novo modelo de hamburgueria - Infood

Texto: Vinícius Andrade
Foto: Vinícius Andrade
 
 

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