Nascido em Hokkaido, no Japão, Tsyuoshi Murakami veio ainda criança para o Brasil. Bem decidido, aos 18 anos viajou para a Ásia, Europa e Estados Unidos para seguir a carreira de cozinheiro. Depois de várias experiências no exterior, Murakami retornou ao Brasil e em 2008 começou uma parceira com o restaurateur Marcelo Fernandes no restaurante Kinoshita.

Foram dez anos no comando da cozinha do Kinoshita, sendo que seu trabalho rendeu vários prêmios, e inclusive sua primeira estrela Michelin em 2015, que é mantida até hoje.

Expert em culinária japonesa, o chef, após deixar o Kinoshita há pouco mais de um ano, começou a fazer jantares fechados para quem o contrata.

Além da cozinha, uma outra paixão de Murakami é a música. Sempre que pode ele canta. Inclusive, ao falar com a Infood, ele havia acabado de fazer um dueto com Carlos Bertolazzi no evento Empreendedorismo na Mesa organizado pela Relp! Aceleradora de Restaurantes, em que interpretaram brilhantemente “My Way” de Frank Sinatra.

Carlos Bertolazzi e Tsyuoshi Murakami cantando “My Way” em evento da Relp!

 

INFOOD – Qual a principal qualidade que um cozinheiro precisa ter?

TSYUOSHI MURAKAMI – O cozinheiro tem que estar aberto e saber escutar.  O mais importante é saber escutar para poder aprender. Essa nova geração dos millennials tem que ter menos ansiedade, saber que tudo leva tempo.

INFOOD – Que conselho daria para aqueles que querem iniciar a carreira?

MURAKAMI – É muito importante ter um bom mestre, um bom superior, alguém para se espelhar. É preciso também saber o que você quer.

INFOOD – O que acha da glamourização da gastronomia?

MURAKAMI – O bom é que a curiosidade para a gastronomia ainda está alta, continua brilhando. Eu, sendo cozinheiro, acho sensacional o fato da gastronomia ganhar um lugar de destaque. No passado não era assim. Mas aqueles que acabaram de fazer um curso e se acham “o chef”, vão levar a porrada que merecem, batendo a cara na parede. Mas a verdade é que é levando porrada que se aprende…

INFOOD – O que mais gosta de fazer: cozinhar ou administrar um restaurante?

MURAKAMI – Meu lance é cozinhar. Quem cuida do administrativo, do financeiro, é a minha esposa Suzana. “Cada macaco no seu galho”. O meu é a cozinha.

INFOOD – Quais os planos para o futuro?

MURAKAMI – Por enquanto estou cozinhando na casa das pessoas. Mas tenho um projeto de abrir um restaurante meu. Estou vendo uma oportunidade bacana para poder abrir meu negócio. É bom ir à casa do cliente, mas é melhor receber o cliente na minha casa.

 

 

Por Redação

Fotos: Divulgação / Finnis Junior

 

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Quero ser chef “prá pega as mina”

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